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O fim do mundo, diz o Maia

por Marquês, em 21.12.12
Alguém me podia dizer a que horas é o fim do mundo? Chamem-me céptico se quiserem mas depois de ter sobrevivido ao fim do milénio, a três semanas académicas e à derrota do Benfica nas meias-finais da Liga Europa, já não acredito muito nisto de profecias e frases feitas. Muito pelo contrário, quero rir na cara do mundo sempre que ele não acabar.

E como tal, já que até o sol apareceu (será para ver de perto isto a ir tudo pelos ares?), queria saber o horário deste evento. É que fiz uma aposta com um amigo em como ia sair à rua só de sunga leopardo a gritar "Estou vivo!" e pretendo vencer esta aposta. Mal acordei dei uma volta ao quarteirão só de sunga a gritar "Estou vivo! Sobrevivi! Vem cá buscar-me meteorito! Qual Bruce Willis, eu subrevivi ao Armageddon!" mas houve uma velhota que me interpelou e disse que afinal estava marcado para as 11 e qualquer coisa. Ora, ao meio-dia, fui ao WC do escritório e descasquei-me todo, tive de esgueirar-me por entre as mãos peludas do segurança para sair à rua a gritar "Estou vivo! Toma lá Eça de Queirós!" mas depois foi agarrado pelo segurança e por três informáticos do escritório do 1.º andar. Agora dizem que é a meio da tarde... Estou baralhado e ainda não vi um meteorito, uma faísca ou uma onda gigante!

Que se lixe, vou para a varanda só de sunga! Andem daí Maias, não tenho medo!

PS: se isto for tudo no c******, só peço que não me levem para o céu (apesar dessa hipótese ser muito remota). Ouvi dizer que lá embaixo temos Jimi Hendrix, Jim Morrison, Frank Sinatra, Kurt Cobain, Freddie Mercury e Amy Winehouse. Para além disso, aquilo está sempre a arder e eu adoro barbecue, e já para não falar que com calor as miúdas devem andar todas descascadas. Bem pessoal, se não aparecer aqui no blogue durante uns dias, podem encontrar-me na primeira fila a curtir a música!

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Como será o fim do mundo?

por Marquês, em 19.12.12
Pessoal, venho aqui despedir-me de todos vós que durante estes meses me aturaram aqui neste cantinho. O nosso tempo está a chegar ao fim, segundo um calendário antigo de uns mexicanos isto a que chamamos mundo vai acabar. Talvez nos voltemos a encontrar um dia.

Estou agora a fazer a mala, se o mundo vai acabar não quero deixar nada por fazer. Já comprei um bilhete de avião para Las Vegas. Pretendo gastar o meu dinheiro todo! Vou jogar roleta, blackjack e poker! Vou beber do melhor whisky que lá houver (ou do pior, no caso de perder a jogar no casino)! Vou tentar não apanhar SIDA e tocar apenas em drogas leves! Vou comprar um macaco amestrado! Vou roubar o tigre do Mike Tyson! Vou correr desnudado pela Las Vegas Boulevard! Vou fugir da polícia! Vou passar umas horas na prisão com dois violadores! Vou experimentar três ou quatro posições do Kamasutra que me deixam intrigado! Vou dançar só de sunga em tons leopardo nas colunas de um clube de strip! Em suma, uma viagem normal a Las Vegas.

Como será a vida depois do fim do mundo? Isso sim, deixa-me nervoso. Ou como será o fim do mundo? Tsunamis? Meteoritos? Tornados? Tudo? Os Maias foram pouco claros e tenho muitas dúvidas. Que tipo de evento é esse do "fim do mundo"? Devo vestir o meu melhor fato ou posso ir descontraído de calções de banho e chinelos? Ou posso ir só de sunga? Temos bar aberto ou é melhor levar uma garrafa de vodka, pelo sim pelo não? Será que passam música boa ou é tipo Justin Bieber? E os snacks, são mexicanos em honra dos Maias ou há uma iguaria de cada canto do planeta redondo? Eu tenho uma consulta marcada para Janeiro, devo ligar a cancelar ou não faz diferença? Será que o médico me safa uma consulta depois do fim do mundo ou é abusar da boa vontade do senhor? Eu tenho o péssimo hábito de chegar atrasado a todo o lado, será que se chegar atrasado ao fim do mundo me deixam entrar? Eu nem sei a que horas é! E dizem que é em todo o lado mas duvido, por exemplo eu conheço Sabóia e lá nunca acontece nada, também vai haver fim do mundo em Sabóia? Quanto muito podem fazer um baile mas não me acredito que eles tenham condições para se meter num evento internacional deste calibre.


Não me dava mesmo jeito nenhum que o mundo acabasse esta semana. Raios parta esta história toda...

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Tarantino is back!

por Marquês, em 18.12.12

Numa altura em que os States vivem mais um drama, Tarantino, entre outros realizadores lá do mundo do cinema, decidiram cancelar as ante-estreias dos seus filmes. Acho bem e acho mal mas fico do lado do grande Tarantino.

Quentin para a família, Quentin Jerome para a mãe quando se porta mal, um dos maiores nomes do cinema para mim, disse aquando do massacre de Newtown e referindo-se ao seu próximo filme, "I just think, you know, there's violence in the world, tragedies happen, blame the playmakers. It's a Western. Give me a break." (in uk.eonline.com).


Já dizia o Seth MacFarlane, cuja série Family Guy também viu o seu novo episódio cancelado no passado fim-de-semana, "It seems today, That all you see, is violence in movies, and sex on TV". E vemos. Desde piquinalhas que sou bombardeado com violência e sexo no mundo das artes. Mas isso nunca fez de mim um psicopata assassino cheio de tesão. Ok, talvez sinta algum prazer quando mato aquele mosquito que nos tenta manter acordados às cinco da manhã e se fosse falar de tesão ficava aqui o resto do dia a escrever sobre mamas. Mas não é isso que está em questão, eu e milhões de apreciadores de filmes de violência extrema não vamos comprar uma metralhadora para andar aí a matar criancinhas.

Muito pelo contrário, devido à cultura fílmica que me assiste, em questões de violência extrema e pornografia, eu anseio pelo dia em que um grupo de loiras psicopatas invada a minha casa, rapte o meu gato e me obrigue a ir atrás delas armado até aos dentes, com uma bazuca, uma magnum, duas espadas de samurai, uma shotgun e uma banana! No final, quando encontrar a cabecilha da organização a fazer festinhas ao meu gato, tiro a roupa e acabámos a noite num banho de espuma num quarto de motel todos arranhados e despenteados. E pouca gente sabe mas eu odeio estar despenteado! Isso sim, seria um tipo de violência em que eu não importava de envolver. Não me venham dizer que o Terminator a dizer "I'll be back!" incentiva a matar robots ou que um western, no caso do novo filme do Quentin, incentiva a matar bandidos e índios!

E agora, quedem-se com o trailer do virtuoso western que chega em Janeiro às grandes telas portuguesas. Django Unchained...

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Porta-te bem, felino

por Marquês, em 17.12.12
Vou desabafar convosco e espero que ninguém conte às autoridades mas, e isto é uma possibilidade cada vez menos remota, se o meu gato desaparecer por um tempo interminável e encontrarem sangue no meu quarto, eu posso ter algo a ver com o assunto.

Costumo falar com o animal e quando estamos sozinhos até lhe confidencio coisas sobre mim, sobre a minha vida e afins, porque penso que ele gosta de ouvir. No entanto, ontem ouvi um miado parecido com uma palavra, a saber "miaunteiga", o que é praticamente tudo o que o meu colega de casa sabe dizer e isso deixa-me preocupado. Ainda para mais, reparei que o livro que ando a ler (pasmem-se, é sobre José Mourinho), tinha o marcador numa página diferente e estou desconfiado do gato. Qualquer dia aparece lá em casa a recitar Os Lusíadas e daí até contar os meus segredos mais assustadores é um pequeno passo. É uma situação delicada contudo, e como agora já sei que é um macho, não me sinto tão mal em pensar em assassinar o bicho. Ou então tento fazer chantagem primeiro, começo por lhe esconder os biscoitos preferidos, meto alfinetes dentro da bola de ping pong, pego-lhe fogo à cauda, só para ele perceber que é mais saudável se ficar calado.

De outra forma, seria chato o felino contar às redondezas algumas confidências. Por exemplo, fui eu que fechei o caniche da velhota do 2.ºD nas escadas de emergência só porque estava farto de ter um porta-chaves a gingar na minha perna, ou fui eu que estoirei com a energia em todo o quarteirão quando tentava fritar o periquito da velhota do 2.ºE com duas lâmpadas, ou fui eu quem colocou uma falsa convocatória de condomínio para discutir se a velhota do 2.ºF podia ter 14 gatos na varanda só porque o marido a trocou por uma rapariga que trabalha ao balcão da churrascaria da rua de baixo. Agora que penso nisso, devia afastar-me do 2.º andar antes que as velhotas se juntem contra mim, uma delas tem um cajado em madeira e já a vi correr atrás de um garoto malcriado.

Elevador amigo, não avaries nem pares no 2.º andar que eu prometo portar-me bem daqui em diante. E ai de ti, saco de pulgas, que te chibes de alguma coisa!

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Um drama a sério

por Marquês, em 13.12.12
Toda a nossa vida é feita de escolhas, de oportunidades, de pequenos momentos que tomam grandes proporções. Aqueles dois minutos de preguiça na cama e o autocarro que nos foge e nos faz chegar atrasados no dia em que o nosso patrão descobre que o amante da mulher tem chatos e que isso explica a forte comichão nos seus tomates... No momento certo ou no momento errado, qualquer gota de água pode causar uma tempestade, e vice-versa.

Ainda me lembro de quando era um pequeno catraio irrequieto. Tinha a energia de qualquer petiz malandro e irrequieto, a curiosidade de um gato, uma tendência enorme para a asneira. Nesses dias, em plena década de 1990, havia poucas coisas que acalmavam o meu ímpeto de petiz malandro. A saber: desenhos animados! Eu sabia melhor o horário dos desenhos animados que as pessoas que escreviam a programação nas revistas. E era tudo calculado ao pormenor, o habitual ritual matinal e o final de tarde eram tratados com mais precisão que a tentativa de abrir um cofre. Saía da cama, ia a correr para a casa-de-banho, sabia exactamente os segundos que levava a fazer xixi, e quando me sentava a tomar o pequeno-almoço já estava a começar o genérico dos desenhos animados. Nunca falhava! E se, como acontecia no século passado, a emissão falhasse ou houvesse uma alteração inesperada, eu dava em maluco. Arrancava cabelos, batia no gato, não arrumava a taça dos cereais no lava-loiça e quando chegasse à escola estava de trombas! Saía do sério com essas porcarias. Parecia um relógio suíço, sempre exacto na hora de atar os cordões e chegava a não meter o cinto nos dias em que demorava mais 10 segundos no banho.

No outro dia, dizem, aquela rede social que teve direito a um filme ficou fora do ar durante uns tempos, tal como aquele motor de buscas bastante conhecido, e as pessoas entraram em parafuso. Imagino a desilusão daqueles que estavam a conversar com os namorados ou que estavam quase a bater um novo recorde naqueles jogos irritantes que estão sempre a encher a minha caixa de pedidos! Meus amigos, o Dragon Ball mudar de horário sem aviso prévio e eu perder o terceiro episódio da luta contra os Sayians é um drama, ficar um par de horas sem Facebook é um alívio! Eu não me apercebi que essa coisa estava fora do ar mas se falhava um episódio, eu reparava! Se o Facebook falha, podem jogar outra coisa qualquer ou usar outras formas de comunicar com outras pessoas mas se os desenhos animados não davam à hora certa, como queriam que visse aquele episódio? Nem podia fazer um download ilegal naquela altura. Isso sim, eram dramas a sério!

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