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País de azeiteiros!

por Marquês, em 30.05.13
Do Tino de Rans à Ana Malhoa, do Ídolos ao Big Brother, eu já suspeitava que Portugal era um país de azeiteiros. Mas também somos um país de azeite.

in: ionline.pt

Da laranja algarvia ao vinho do Porto, o moscatel de Setúbal ou o belo medronho, Portugal é um país abençoado pela natureza. Só nos falta petróleo! Apesar dos boatos, ainda não se descobriu ouro negro em Sabóia. O que é bom. Se houvesse petróleo em Portugal íamos ter de vender tudo aos americanos ou então eles iam atacar-nos e tínhamos de nos aliar aos árabes, as moças roliças teriam de usar burka na praia e íamos passar a ter de rezar às cinco da tarde com o rabo a apontar para o Meco (que, se estivermos ali numa planície alentejana fica mesmo de costas para quem reza apontado a Meca). E eu não me sinto seguro nesses preparos.

Ora, um senhor escandinavo que reside no sotavento algarvio, ali para as bandas de Moncarapacho, produz um dos melhores azeites do mundo! Ah pois é! Azeite "gourmet" em Moncarapacho! Podem ler uma das muitas notícias nesta hiperligação - http://blogues.publico.pt/olhos-barriga/2013/05/30/azeite-algarvio-premiado-em-nova-iorque/. Isto chamou-me a atenção porque, sendo algarvio do Barlavento, pouco conheço do sotavento e desconhecia que existia azeite "gourmet" em Moncarapacho. Aliás, fui apenas uma vez a Moncarapacho para ver um jogo de bola e beber umas minis. O que, sendo bem verdade, dizem que a cerveja portuguesa é das melhores da Europa na categoria "lager", que é uma espécie de cerveja mais "leve". É fantástico ver os alemães a gabarem as suas cervejas fortes e a beberem a nossa cerveja "fraquinha" que nem verdadeiros machos! O pior é levantarem-se da mesa, claro! É "leve" mas bate! De modos que desconhecia a existência deste senhor sueco e do seu olival de luxo.

E como eu sou um tipo inconformado, não percebo como isto não é bom. O facto de sermos abonados pela natureza. Se calhar sou ingénuo. É estúpido, até, pensar que a exportar o que há de bom em Portugal podemos ajudar a economia nacional. Ou pensar até que investir pode ser bom para o país. Vou mas é beber uma bica à varanda e mandar uns bitaites sobre o próximo treinador do Benfica.

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Vitorino Antunes, porque não?

por Marquês, em 21.05.13
in uefa.com
Porquê? - perguntam vocês. Porque não? - respondo eu. E vocês insistem - E porque não e porque sim?. Porque me apetece. E isso chega. Sou o único autor neste blogue, sigo os meus ideais de escrita e sou eu mesmo que escolho os temas. Portanto, Vitorino Antunes! - chuto eu! Lance anulado por carga sobre o guarda-redes, assinala o fiscal de linha.

Fizesse eu parte da estrutura benfiquista, e em Janeiro este menino tinha apanhado a carreira das 9h00 em direcção ao Seixal. Mas como não faço, foi passear até Málaga. Fez uma boa época, ficou tempo demais preso à Roma, onde nunca conseguiu mostrar as qualidades pelas quais foi contratado. Parece renascido. Aposta barata e segura. É português, já foi e voltará a ser internacional, seguro a defender e inteligente a atacar. Não é nenhum Coentrão mas é um valor seguro.

Se o Benfica um dia pensou em contratar Luisinho, não dá para trocá-lo pelo Antunes? Eu sentia-me mais seguro com o Antunes na esquerda do que com o Melgarejo. Há anos que eu digo isto: Antunes no Benfica. Mas o Emerson é melhor, adaptar o Melgarejo é melhor, Shaffer, César Peixoto, Sepsi, Jorge Ribeiro, todos eles melhores que o Antunes! (Para quem não entendeu: pura ironia) Ainda há quem me diga: "Isso é muito FM". Talvez seja. No FM o Antunes era o meu defesa esquerdo. Tal como na realidade, nunca exuberante mas sempre seguro. E se há algo que assusta qualquer benfiquista é aquela lateral esquerda, há muitos anos. Escapou-se o Coentrão e rendeu uns belos trocos.

Enfim. Na cabeça já começo a imaginar: Antunes no FCP! Alex Sandro sai para um tubarão europeu, Antunes agarra o lugar e é o melhor lateral da liga, regressa à selecção, vai ao Mundial e eu, na minha inocência estúpida vou pensar: "já sabia", "já estava a ver isto", "sempre a mesma história", "bem vos avisei"...

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Roupa masculina em modelos femininos

por Marquês, em 16.05.13
Há uma coisa que me incomoda. Quer dizer, há várias coisas que me incomodam. Muitas mesmo. Se calhar o mais correcto seria dizer que há uma coisa que não me incomoda. Mas isso não faz sentido para a ideia que eu quero partilhar convosco hoje. Oh diacho.

Há várias coisas que me incomodam, uma em particular... não, várias em particular, na sua maioria não estão inter-ligadas.

Vou abreviar: incomodam-me os anúncios e páginas de roupa interior masculina. Em compensação, gosto muito de roupa interior feminina, independentemente da marca. *pequeno suspiro mental - serei homossexual?*

Sou um ser humano masculino, ou cidadão se for pelo que diz no meu documentação de identificação e existência, mas tenho problemas com publicidade a roupa masculina, nomeadamente interior, e com produtos de beleza. Tipo perfumes e desodorizantes, não uso gel no cabelo nem cremes. Se calhar devia usar cremes. Não interessa agora, logo medito sobre isso nos próximos dez anos. E sinto-me incomodado porquê, muito fácil. Vamos imaginar que coloco um "like" numa página de roupa interior masculina: vou estar a levar com homens em trajes menores no meu "feed de notícias". E eu não gosto disso. É aborrecido.

Mas como hoje estou bem-disposto, vou deixar uma sugestão: mulheres gostosas em trajes menores masculinos! Muitos homens têm namoradas ou esposas. As mulheres gostam de usar a nossa roupa, às vezes até demais. Por norma até ficam jeitosas e sexys com uma blusa ou camisa ou uns calções do namorado. Pelo que, faz todo o sentido ver como os meus novos boxers ficam numa mulher bonita. Vá pessoal de marketing de roupas interiores masculinas, amanhã sugiram isso aos vossos chefes. Os compradores agradecem.

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Desabafos encarnados

por Marquês, em 15.05.13

Escrevo este texto a poucas horas da final da Liga Europa, final de uma competição internacional, primeira final europeia onde eu posso ver o emblema do meu Benfica. Em quase 24 anos de existência neste mundo, este devia ser um dos dias mais espectaculares da minha vida (não digo felizes porque tenho namorada e para elas dias felizes são o casamento, o nascimento do primeiro filho...). Devia estar em pulgas, fechar os olhos e imaginar o capitão Luisão a erguer o tão desejado troféu, gritar bem alto Benfica de dez em dez minutos até o patrão se fartar e me mandar embora para ir ver a bola. Querer estar em Amesterdão, querer estar no Marquês de Pombal, querer ir receber os campeões europeus ao aeroporto às tantas da madrugada.

Mas não, não é assim que me sinto. Nas últimas duas semanas oiço a palavra Benfica umas dez vezes por minuto, as redes sociais inundam-se de mensagens e vídeos de motivação à conquista da tripla, na televisão todos falam e debatem e imaginam mil cenários para este final de época. Muitos me perguntam, por ser benfiquista e por adorar desporto, qual a minha opinião, o que penso. E a verdade é que me custa pensar nisso e não quero dizer o que penso. Já falta menos de um mês, depois voltará a crise, os jornalistas irão para o Algarve ouvir as queixas dos comerciantes, "este ano está muito mau, os turistas não gastam dinheiro", inevitavelmente irão chegar os incêndios e o povo irá voltar a mandar as suas piadolas nas redes sociais com fotografias na praia "a curtir o sol enquanto não se paga imposto", sempre seguido de um bonito "lol". Menos de um mês para o final daquela que podia ser uma temporada de luxo! Menos de um mês para conquistar aquilo que Mourinho e Villas-Boas tiveram a ousadia de conquistar nas minhas barbas! Um mês que custa a passar. O dia de ontem teve umas 36 horas, o de hoje deve ter 12, para equilibrar.

Sempre disse que íamos decidir a época no Funchal. E não me enganei. Faltavam poucos jogos, uma almofada de quatro pontos, dois jogos em casa, parecia estar tudo decidido com aquela vitória. E no campo, ganhámos. O jogo com o Estoril não é difícil digerir. Foram mais organizados, correram mais, esforçaram-se mais, lutaram mais, até podiam ter levado os três pontos. O Benfica entrou no Estádio do Dragão líder e mais perto de ser campeão. Perdemos no Funchal, quando o árbitro apitou, tal como voltamos a perder na Luz, quando o jogo com o Estoril terminou, e perdemos no Dragão, antes mesmo de entrarmos em campo. Este campeonato, que ainda não está decidido, pode ter sido perdido em fora de jogo técnico, no balneário. Tive raiva do Benfica quando festejaram no Funchal e tive ainda mais raiva quando choraram depois do jogo com o Estoril. Como benfiquista, sempre quis acreditar. Ir ao Dragão é um "ai Jesus". Há anos que entrar no Dragão é sinónimo de três pontos perdidos para o maior rival. É psicológico, resolve-se no balneário, foi esse medo, essa falta de confiança, que nos pode ter custado um campeonato e que me dá raiva. Queria estar alegre e confiante, mas não consigo.

Hoje sei que vamos jogar bem. Os jogadores querem dar tudo. Alguns sabem que uma boa exibição hoje os coloca num "grande" do futebol europeu no próximo ano. O Gaitán vai partir tudo, o Garay vai limpar os ataques todos, o Artur vai defender os remates todos, o Matic vai estar em todo o lado, o Salvio vai gastar o ar dos seus quatro pulmões, o Enzo vai comer a relva, o Luisão vai comandar a nau encarnada, o André vai mostrar acerto, o Melgarejo vai lutar enquanto tiver forças, o Cardozo vai marcar, o Ola John vai sair sem ter feito nada. Esta é uma final para os génios se soltarem e os campeões decidirem! Se cairmos, vamos cair à boa moda portuguesa, "cair de cabeça erguida", "cair de pé", "cair com honra", "cair...". O tempo passa depressa, a final está quase aí. Vou passar em casa e pegar no cachecol, agarrado àquela réstia de esperança que me faz acreditar que somos capazes de ganhar esta final. Na minha cabeça acredito que vamos ganhar, mas o meu corpo não vai estar no balneário.

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