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Considera-te avisada, Angela

por Marquês, em 17.12.13

A limousine onde seguia a mulher mais poderosa do mundo teve um acidente. Um velhote, dizem, embateu no veículo onde seguia a gorda alemã mas, infelizmente, não houve feridos a registar. O governo português ainda não comentou o assunto mas eu, qual Al-Qaeda, quero, em nome de todos os portugueses, reivindicar este atentado!

O mundo está em crise e em guerra e a fome atinge milhões de pessoas e muitos milhões continuam sem acesso à Internet. Contudo, na Alemanha está tudo bem e a culpa é da Angela! Por isso, e para que ela comece a ter mais cuidado quando quiser lixar os portugueses, estou a reivindicar o atentado de ontem contra a chanceler alemã. Para além do mais, disseram-me que o mister Joachim Low está a pensar convocar a chanceler para jogar contra Portugal no Mundial 2014. Apesar de ir jogar com o 10 do Özil (foi a Angela que escolheu o número porque não curte de turcos e quis mostrar ao Özil que quem manda ali é a gorda), vai jogar ali na defesa a descair para o lado do Ronaldo, que, como se sabe, é 90% da equipa lusa. Como o Ronaldo trabalha em Espanha, ela vai criar um imposto especial para futebolistas portugueses a jogar no Real Madrid com o número 7 e durante o jogo vai penhorar a mansão do Ronaldo, o museu na Madeira, os ténis novos do Cristianinho e os brincos do nosso capitão. Este é o plano dela. Mas como eu descobri tudo a tempo, já enviei o velhote dar-lhe um toque só para ela ficar avisada.

Qualquer dia ficas sem água em casa, Angela! Toda a gente sabe que as mulheres levam muito tempo a arranjar-se, e as gordas ainda mais. Duvido que a Angela consiga sair à rua com ramelas nos olhos e o cabelo todo despenteado. Sem sair à rua também não pode vir criar novas medidas para tirar dinheiro à gente. De nada, Portugal.

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Questionar a cultura

por Marquês, em 13.12.13
Esta semana apetece-me questionar a existência de tudo! Estou a brincar, apenas a existência deste blogue. Vou explicar: fui entrevistado para um trabalho da universidade. Muito simples, queriam um bloguer sem sucesso e vieram ter comigo. Apreciei. E uma das perguntas pedia para falar dos textos que mais tinha gostado de escrever. O que me dá mais gozo escrever? Estórias. Reais ou inventadas mas estórias. Gosto de narrar uma estória à minha maneira. Se for uma estória antiga e rural, onde fique bem colocar vocábulo que aprendi quando era um petiz numa família de gente ligada à terra, então sinto-me mesmo bem.

Há cerca de dois anos, noutro blogue, escrevi um texto sobre cultura onde explorava a cultura enquanto palavra. Todas pessoas têm cultura, embora de áreas diferentes ou de vertentes diferentes. Cultura pode ser instrução ou estudo, como cultura ligada ao mundo das artes, por exemplo. Mas cultura também pode ser lavoura, pode ter a ver com a terra e com produtos naturais, cultivo. É simples.

E nesse texto referi a minha avó para desmistificar um pouco a cultura. A minha avó é a melhor pessoa do mundo. Quando lá vou almoçar ou jantar, descasca a fruta para eu comer. Em casa nunca como fruta, lá marcha sempre um pero ou uma maçã. Contudo, é também uma pessoa muito culta. Já na casa dos 70, sabe ler por esforço próprio e sempre trabalhou no campo. Tem essa cultura. O resto, adquire nas revistas e nos livros que os filhos e netos deixam lá em casa. Nunca foi ao teatro, nunca foi ao cinema, nunca leu Marx ou Descartes mas sabe tudo sobre plantar batatas, sobre a monda do arroz, sobre o cultivo de morangos ou laranjas. Vendo bem, tem muito mais cultura que eu, e eu tenho um papel que diz "licenciado". E sou desempregado! O que é cultura afinal? Para que serve? Vou comer uma fatia de pão e beber um copo de vinho. Pão cozido pela avó no forno a lenha e vinho destilado pelo avô na adega. Até nisso sou um leigo, como e bebo e não sei fazer nada!

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Que faço aqui?

por Marquês, em 11.12.13
Ontem, por culpa de uma rapariga que conheço (não vou chamar amiga porque ela depois fica a pensar coisas e eu nem curto muito dela), revivi um pouco do meu passado e lembrei-me do porquê, da razão de ter criado este blogue.

Aqui tenho de abrir outro parêntesis sem parêntesis, eu sei que sou um jovem de 24 aninhos e meio, um gaiato, mas já vivi 24 anos! E isso são muitos meses, 294 para ser mais exacto. Sabem quantas coisas se podem fazer em 294 meses? Também não sei mas calculo que sejam muitas, imensas, bués! Por isso, tenho legitimidade para dizer que tenho um passado, tal como tenho um presente e espero ter um futuro! Agora o leitor pergunta (voz esganiçada porque os leitores para mim têm voz esganiçada) "como se pode abrir parêntesis sem parêntesis?". Caro leitor, companheiro, amigo, não sou nenhum génio da gramática para lhe explicar isto contudo, e como este é o meu espaço, posso imaginar que é possível fazer isso e faço. Se reparar, abri parêntesis ali atrás e você nem se apercebeu. Tal como altero os tempos verbais, falo consigo, contigo ou convosco e no momento a seguir volto para o meu monólogo. Não me venham com morais de escrita, Saramago não sabia usar pontuação e ganhou um Prémo Nobel, a partir daí considero uma asneira subestimar alguém que não sabe escrever. Quando vejo a garotagem escrever com "x" e "k" no meio das palavras ou atirar biqueiradas com força na língua de Camões, já não choro, pode estar ali o próximo Saramago. E sim, comparei Saramago a um adolescente estúpido que "axa k sabe tipo xcrever e mndar sms fixes pro ppl"!

A razão de ter criado este blogue? Eu falei nisso? Peço desculpa, se calhar precipitei-me. Não existe razão, os génios são incompreendidos e podem realizar acções sem nexo, são génios. Desculpem? Ouvi alguém dizer que eu não sou um génio? Lá está, somos incompreendidos. Ia lá eu ter uma razão para escrever um blogue. Escrevo porque me apetece, sobre o que me apetece e quando me apetece! Agora dizem-me que sou um sacana para os leitores e que não penso neles? Errado, companheiros! Penso muito em vocês, simplesmente confio que vocês continuam a vir aqui porque gostam de mim como eu sou. Essa é a minha magia, a minha mística - quero que os leitores venham cá porque gostam da forma como eu escrevo e não porque gostariam que eu escrevesse assim ou assado. Felizmente Portugal tem excelentes escritores e alguns bloguers muito bons. Eu sou apenas diferente. Sou a RTP2 dos blogues - "Só vê quem quer ver"! Não me interpretem mal, não sou convencido, sou um génio. E adoro que vocês venham cá. As vossas visitas têm um significado para mim.

Portanto, podem continuar a contar com algum humor parvo, algumas críticas infundamentadas e textos estúpidos. Quero que saibam que, quando estou aqui a escrever, posso ser um actor mas estou a representar-me a mim próprio. Nas minhas histórias e estórias, nos meus dramas do dia-a-dia, nas minhas revoltas contra tudo e todos, sou eu. Até quando parto para o mundo da imaginação continuo a ser eu. E esse "eu" adora...

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Porquê de voltar

por Marquês, em 10.12.13
Dizem que o blogue é um diário online. Pessoalmente, nunca tive um diário de caderno e lápis mas percebo o conceito. Percebo a ideia de querer guardar algo que para nós teve alguma importância. Depois há aqueles que fazem dinheiro com isto e deixa de ser um bloque mas sim um negócio. Infelizmente, não é o meu caso e por isso, fiquei uns tempos sem escrever aqui porque não vi importância em nada dos últimos tempos.

Nunca pensei que ser desempregado fosse tão difícil. Quando estamos de férias ou de folga, temos imensas coisas para fazer. Ir ao banco, estar com aquele ou com o outro amigo, visitar um primo recém-nascido, ir beber café com um amigo de infância, ir visitar a mãe ou a avó, tirar umas férias, jogar um videojogo, ver um filme, apanhar uma grande bebedeira... Coisas para fazer. Estar desempregado é difícil. Ao fim de poucos dias já não há coisas para fazer e cansamos o intelecto à procura de coisas para fazer ou de coisas que podíamos estar a fazer e não estamos. Por exemplo, no outro dia perdi duas horas a pensar em ir ao banco. Não fui ao banco e fiquei em casa a ver Fox Life enquanto pensava "neste momento podia ir ao banco", e foi assim das 13h às 15h, até ao fecho do banco (no Algarve os bancos fecham às 15h). Mas foram duas horas em que, se estivesse de férias, tinha ido comprar uma t-shirt de manga cava, tinha ido beber uma cerveja com um amigo e ainda tinha visto um filme. O tempo passa de forma diferente e é muito menos produtivo. Não consegui ainda habituar-me a isto de ter 24 horas sem nada para fazer durante tempo indeterminado. É aborrecido e desmotiva. Queria eu fazer algo antes e não tinha tempo e agora tenho tempo e não faço algo.

E agora perdi uns belos minutos a tentar explicar algo que não é fácil de explicar porque é difícil. Faz sentido? Não me parece. Mas é. Estar desempregado, meus amigos, não é para qualquer um. Vou tentar dar um sentido ao meu tempo livre para ganhar coragem e motivos para martelar nas teclas. Nem tenho bebido vinho, vejam lá!

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