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A fazer cházinho?

por Marquês, em 28.01.16

Tenho tendência para criar uma imagem de macho. As pessoas olham para mim e dizem: ali está um macho! Um gajo com barba cerrada, cabelo despenteado "à estou-me a borrifar", olhar confiante, pêlos a saltar do decote da camisa, blazer desportivo, alienado dessa coisa dos feelings, sorridente, sempre pronto a mandar uma piadola e sem medo de assumir a palavra perante superiores ou desconhecidos.

 

Eis que, o macho foi atacado por uma gripe. Sempre pensei que iria falecer numa arena rodeado de corpos de gladiadores atravessados pelo meu machado no chão ou na selva a proteger uma donzela de um urso pardo. Mas não, parece que o meu calcanhar de Aquiles é a gripe. Ando há dois dias meio adormecido entre as dores no corpo e as drogas a que chamam comprimidos.

 

Sem faltar ao trabalho, que para me agarrarem à cama tinham de fazer mais que inflamar-me a garganta ou passar-me a ferro com um rolo compressor, cá estou eu no escritório a beber um chá…

 

Fiz duas investidas para fazer o chá. Da primeira vez estava gente na cozinha e eu não ia meter água quente numa caneca à frente dos meus colegas, afinal de contas sou um macho. Da segunda vez lá me esgueirei, qual ninja, usei a água da chaleira que ainda estava quente, salpiquei a saqueta umas quatro ou cinco vezes até a água ganhar cor e voltei para a secretária. Pelo caminho encontrei uma colega.

 

- A fazer cházinho?

- Não, é para a X, sou um cavalheiro.

- Ah mas que bem.

 

Resultado, ofereci o chá à X e voltei lá para fazer um para mim…

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Vemo-nos em maio, Bruce Springsteen?

por Marquês, em 26.01.16

O BOSS VEM CÁ! O BOSS VEM CÁ! VOU VER O BOSS! VOU VER O BOSS! PAREÇO UMA MENINA DE 12 ANOS JUNTO A UM POSTER DOS ONE DIRECTION!

 

Não sou um exemplo de festivaleiro (lá estou a começar outro texto na negativa) mas este ano vou abrir uma excepção. Aliás, cinco dias de excepções.

Motivo? Rock in Rio-Lisboa 2016. E vou meter bué fotos! Na fila para entrar! Na fila para comprar uma cerveja! A beber cerveja! Na fila para ganhar um chapéu! Com o chapéu! No slide! No slide com o chapéu! Na roda gigante! Na Cidade do Rock logo na abertura das portas! Lá no meio da multidão! Vou tirar uma selfie com o palco de fundo! E com muitas #hashtags! Se calhar não vou fazer isto tudo, ou até nada, mas #euvou na mesma!

 

Depois de já ter falado de Queen em Novembro – já sei quem é o Adam Lambert e acho que até vou conseguir apreciar o concerto sem pensar (sempre) no Freddie – vejo agora confirmado mais um grande Senhor do rock: Bruce “The Boss” Springsteen! Está aí alguém que não gosta do Boss? É favor penitenciar-se com um pionés no rabo! De seguida, e após aplicar uma gota de Betadine no local inflamado, ide pesquisar Bruce Springsteen no Spotify. Onde é que já se viu alguém pensar que não gosta do Boss. É como os putos que não gostam de brócolos. Já provaste? Não. Então como é que sabes que não gostas de brócolos?

 

Este jovem, que lançou o primeiro álbum em 1973, ainda tem, aos 66 anos, mais energia que muitos chavalecos que por aí andam a tentar cantar umas modas engraçadas. Depois do fantástico concerto que deu no Rock in Rio-Lisboa 2012 – que durou cerca de duas horas e meia sempre ali a bombar pelas ruas da Cidade do Rock – e que eu chorei baba e ranho por não ter ido (mentira, fiquei só um bocado triste e tal) -, ele está de volta! Desta vez não escapa!

 

Só descobri o Boss tardiamente. Infelizmente em casa nunca tive cultura musical – o meu pai nunca deve ter comprado um cd na vida e a cultura musical da minha mãe começa no Tony Carreira e acaba nas tardes da TVI… - e por isso só fui apresentado ao Boss quando comecei a trabalhar num restaurante. O meu primeiro patrão tinha junto à aparelhagem álbuns e colectâneas de Eric Clapton, Mark Knopfler, Stevie Wonder, e Bruce Springsteen, entre outros. Não me lembro qual era o cd mas lembro-me que todas as noites tocava Born in the USA. Os clientes que voltavam já conheciam o alinhamento e ninguém se importava, aliás, todos gostavam. Em noites mais destravadas, era subir o volume ao som da guitarra do Boss e até as velhotas cantavam em cima do balcão enquanto deixavam correr uma pedra de gelo por dentro da blusa até chegar às cerolas. Ou algo parecido, já foi há muito tempo, não me recordo bem.

 

Até 19 de maio, Boss, vemo-nos no Rock in Rio-Lisboa!

 

(foto copiada do Facebook Oficial do Rock in Rio Lisboa)

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Marquês, o analisador político

por Marquês, em 25.01.16

Parece que vamos ter novo hóspede naquela casa já velhinha com uma vista sobre o rio Tejo. Marcelo Rebelo de Sousa, aquele tipo que fazia uns comentários engraçados na TVI ao domingo, vai ser o nosso novo presidente da república. Uma espécie de líder da associação de estudantes mas sem semana académica.

 

Ganhou o professor / comentador, aquele que veste a camisola de todos nós!

(Facebook As Minhas Insónias em Carvão)

 

Eu, como enorme não-exemplo de cidadão, vou comentar estas eleições na óptica de um eleitor que não exerceu o seu direito ao voto por uma questão de 560km e 50 euros em gasóleo (ok, podia ser pior visto que o combustível está a níveis assustadoramente baixos mas não deixa de ser praticamente um depósito no meu bolinhas).

 

Em primeiro lugar, sinto-me enganado. Metade do país tinha coisas mais importantes para fazer e não se dignou a ir votar. Cambada de patifes! Eu incluído. Ora, por esta simples questão matemática, vou ser o primeiro a afirmar publicamente que o professor Marcelo não obteve maioria absoluta e está obrigado a ir a segunda volta! António Costa, faz alguma coisa!

 

Em segundo lugar, tenho de dar os parabéns ao Tino de Rans. Se o Brasil pode ter um deputado palhaço – Tiririca é deputado por São Paulo (sim, um palhaço de profissão e sim, foi eleito por um estado com água potável e universidades) – nós temos direito ao nosso Tino! O rapaz vai à Liga Europa, que ligou ao vencedor para lhe dizer “o povo de Rans gosta muito de si. Olhe que ficou em 2º lugar na minha terra”, e ainda confessou em directo “Há uma parte do debate que a mim não me interessa para nada. Eu até estou aqui a fazer bonequinhos”. Uma visão popular daquilo a que se resume a política portuguesa.

 

Em terceiro lugar, faltou uma candidata pelada. Com o mote lançado pela Joana Amaral Dias, pensei que isto ia pegar. Há quem diga que isso não é política mas tendo em conta o estado do país, política é coisa que existe pouco na política em Portugal.

 

Em quarto lugar, desta vez nem uma coligação salvava a esquerda. Ora, na última eleição, o povo votou esquerda, desta vez votou direita. A nossa ideologia política é um bêbedo às 6 da manhã no Cais do Sodré. Bamboleia-se para um lado, tomba para o outro, e há-de acordar numa rua escura com a sensação que foi atropelado por um comboio.

 

Em quinto lugar, vejo aqui a segunda vitória do Bloco de Esquerda em duas eleições e a segunda derrota do Partido Comunista Português. Será uma renovação à esquerda? Isto era um bom debate para aquele programa do Marcelo… bolas!

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Eu e o meu bebé

por Marquês, em 21.01.16

Pessoas que têm animais de estimação e os tratam como filhos: Não, por favor, não!

 

Não façam isso. O Pantufas e o Malhado não são vossos filhos. Até podem dormir convosco, comer da mesma comida, deitar-se no vosso colo e pedir festinhas mas não são as vossas crias.

 

Tratem-nos bem, com carinho, mas não os tratem por filhos. As vossas visitas e amigos das redes sociais vão agradecer.

 

Ah, e por favor, não mandem beijos na boca do vosso Farrusco quando têm visitas em casa. Nem quando estão sozinhas. É estranho ver a língua do canídeo a roçar na vossa enquanto ambos sorriem...

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Descoberta da semana!

por Marquês, em 19.01.16

Descobri os iogurtes gregos com sabor a gelado!!! São muita bons! São espetaculares! São os melhores! São deliciosos! A minha vida mudou!

 

Ok, calculo que não seja uma grande novidade para muita gente e talvez o meu entusiasmo seja exagerado.

 

Mas são muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito bons! 

 Marca branca, sim senhor. Tão bons... E o de baunilha consegue ser mais saboroso que o de stracciatella!

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