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O “ter opinião”

por Marquês, em 23.03.16

Sou daquelas pessoas que tem opinião sobre quase tudo. Posso não saber uma coisa – ninguém nasce ensinado – mas tenho sempre uma opinião ou um comentário a fazer. Seja baseada em senso comum, na minha experiência de vida, naquilo que leio ou simplesmente por na minha cabeça faz mais sentido assim que assado.

 

Há tempos lembro-me de ter lido um texto de uma mulher que achava irritante os homens dizerem que uma das coisas que mais gostava nela era o facto de ter opinião. Não me recordo bem das exactas palavras mas no fundo ela defendia que todos os seres humanos têm opinião e dizer que gostava de uma mulher pelo facto de ter opinião era sexista. Antigamente, quando as tarefas da mulher se resumiam a tratar das crianças e da casa, as mulheres não podiam opinar e nem direito ao voto tinham. Hoje em dia já não é bem assim – pelo menos na maioria das cidades do mundo moderno. (não me lembro de quem ela era mas não posso concordar com ela. Conheço muitos homens e mulheres sem opinião sobre nada…)

 

Comigo, o facto de ter opinião sobre quase tudo nem sempre é considerado “sexy” pelas outras pessoas – independentemente do sexo em questão. Aliás, só agora, a chegar aos 27 anos é que me apercebo que este pode ter sido um dos problemas da minha juventude. Só não fui o maior galã do Algarve porque opinava demais. Os meus colegas só aceitavam fazer trabalhos de grupo comigo porque eu era um génio e tinha boas notas e eles eram burros e não se aplicavam e davam erros de ortografia… A falar com os amigos sou aquele tipo irritante que alguém diz que foi de férias a Londres e eu conto a minha viagem a Londres, se eles não visitaram sítios que eu vi – faço-lhes uma visita guiada através do meu discurso eloquente. Se eles vão de férias para as Maldivas com tudo pago – que estupidez, que vão lá fazer?, com esse dinheiro iam fazer um roteiro turístico muito mais enriquecedor noutro lado e iam no verão ao Algarve que é quase o mesmo que as Maldivas.


Mas, lá está, opino sobre quase tudo. Se há coisas que bloqueiam o meu genial intelecto são (vou tentar dizer isto de forma fofinha) “coisas de mulher”. Penteados, maquilhagens, roupas, combinações de cores, menstruação, decoração… chamem-me machista e atirem-me pedras de calçada, trocem de mim nas minhas costas, mas não consigo. E já tentei mudar isto em mim. Tentei ver o Famashow e a passadeira vermelha dos Oscares, passei fins-de-semana a vaguear pelas lojas de roupa dos shoppings, tomo atenção a conversas de mulher nos transportes públicos e nada.


A minha namorada pode usar três mudas de roupa no mesmo dia e não vou reparar. Se ela for ao cabeleireiro sem me avisar, é bem provável que fique chateada comigo e passe dois dias a perguntar “não notas nada de diferente em mim?” (normalmente esta pergunta – que é uma rasteira, sempre! – vem quando elas gastam 40 euros para cortar meio centímetro de cabelo).


E a dúvida é saber agradar a quem gosta de gente que opina e quem não gosta…

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Sou só eu #6

por Marquês, em 22.03.16

 Que coloco os fones nos ouvidos - mesmo sem estar a ouvir nada?

 

Só para poder cuscar o que dizem à minha volta e alimentar conspirações... 

 

Bem, na maioria das vezes é mesmo porque meto os fones, escolho a música e esqueço-me de carregar no "play". Passam-se horas até perceber que estou de fones e a música ainda nem começou...

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Saber falar português

por Marquês, em 21.03.16

Dou-me com alguns estrangeiros a residir em Portugal e até trabalho numa equipa luso-brasileira. Pelo que, é normal ouvir diferentes sotaques e diferentes expressões. Ah, e claro, sou algarvio e metade do que aprendi durante a infância faz-me acreditar que em Aljezur se fala um dialecto muito próprio…

 

De modos que, esta salganhada leva-me a dizer “colectiva” para falar de uma conferência de imprensa, “caraca” para mostrar que estou espantado… essas coisas. E, às vezes, geram-se aqui discussões ridículas em que a malta do outro lado do oceano insiste que nós falamos mal português.

 

Como é óbvio, não posso concordar. Seja pelo sotaque (os algarvios tendem a comer metade das letras e juntar uma frase numa palavra), seja por expressões muito típicas de determinada zona, ou pela falta de literacia ou cultura de muito boa gente, existem várias razões para que alguns portugueses falem mal português. Mas aqui num escritório onde 100% das pessoas têm um grau académico, é raríssimo que alguém dê um pontapé na gramática – excepto por brincadeira.

 

E fico “picado” quando me dizem que os portugueses falam mal português. Hoje foi o tema da hora de almoço e fez-me lembrar um professor que tive na universidade. Nos seus 50 anos, herr Professor era germânico mas estava casado com uma portuguesa e já morava cá há um bom par de anos. Quando cá chegou teve aulas de português e na altura já dava aulas de alemão. Um dia, herr Professor perdeu uma hora de aula a falar da gramática portuguesa. Segundo herr Professor, quem não sabia a gramática da sua língua-mãe não poderia compreender outra gramática. Achei aquilo uma parvoíce, quis sair da aula mas lá me encostei a um canto. Para minha surpresa, praticamente um terço dos alunos tinha o mesmo conhecimento da gramática portuguesa que eu tenho de croché (eu ajudo – é zero).

 

Pimbas, 1-0 para o alemão e mais um a pensar que os portugueses falam mal português…

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Eu vivo dos likes...

por Marquês, em 08.03.16

Maravilha das redes sociais: poder interagir.

 

O principal objectivo das redes sociais é isso mesmo: interagir. 

 

"Ah mas eu tenho o blog só para mim, para partilhar as minhas emoções comigo mesmo."

Tretas! Se for para partilhar apenas contigo próprio ficas a saber que podes tornar o blog privado ou podes escrever num documento word ou, tal como os teus antepassados, escrever num papel ou numa pedra.

 

Eu assumo: eu vivo dos likes.

 

 

Laboralmente, como trabalhador na área da comunicação, convivo com este fenómeno das redes sociais diariamente. Redes sociais dos meus clientes, dos clientes dos meus clientes, do público em geral. Posso dizer que estar nas redes sociais faz parte do meu trabalho. 

 

Pessoalmente, como ser social, sinto necessidade de estar nas redes sociais. Tenho blog, Instagram, Facebook, Linkedin, Twitter, até tenho Pinterest! Para além do Skype e WhatsApp que também andam de mãos dadas no que a partilha de mensagens dizem respeito. E aí, com amigos ou novos conhecidos, vou interagindo. Com mensagens privadas, com comentários, com likes e partilhas. Faço tudo - menos partilhar fotos de gatinhos e frases inspiradores com uma praia no fundo. 

 

A nível profissional, tenho de estar constantemente atento às redes dos meus clientes. Acompanhar as reacções do público, perceber quais são as mensagens (vulgos posts) que criam maior ligação com o público ou que mais incide sobre o público-alvo que pretendo atingir. Se ter likes é importante para as marcas? Sim! Muito! Claro que algumas marcas dão mais importância que outras mas seguramente nenhuma página existe para ninguém ver.

 

E nós, enquanto seres sociais, buscamos incessantemente ter likes. Qual Ash Ketchum à caça dos Pokemons! 

 

Que atire a primeira pedra quem nunca publicou algo nas redes sociais só para ter likes! Ou quem nunca foi ver uma publicação anterior e ficou desiludido por ter alcançado tão poucas "palmadinhas nas costas virtuais"!

 

Eu confesso, eu vivo dos likes.

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Não é um super-herói. Mas é super. E acaba por salvar a miúda. E insere-se na categoria de filmes de super-herói. Mas não é super-herói. Aliás, é uma espécie de anti-herói!

 

 

Sem ser um apaixonado por BD e comic books, já conhecia o Deadpool há mais tempo que a maioria das pessoas que foi ao cinema. E já tinha visto vários trailers e várias reviews do filme. Já tinha visto o Ryan Reynolds a promover o filme em vários programas e a dar entrevistas na pele do próprio personagem. Portanto, o filme não me desapontou mas também já não me deixei surpreender totalmente - shame on me! 

 

Mesmo assim, gostei bastante!

 

 

O Deadpool é um tipo arrogante, instável, com mau feitio, com um sentido de humor muito negro, que gosta de matar bandidos, sem noção do perigo e sem medo da morte.

 

Pudera, descobre que tem cancro e que vai morrer, vende a alma ao diabo na pele de uma organização manhosa e ganha o poder de se curar, fica com a cara toda deformada e afasta-se da namorada com vergonha do seu aspecto. Ou seja, factores reunidos para o rapaz não ter nada a perder e comportar-se como um anormal. Mas daqueles anormais fofinhos por quem o público se apaixona. Afinal de contas, o rapaz tinha um cancro e ia morrer e perdeu tudo na vida. 

 

Mas o Deadpool é excelente! O Ryan Reynolds está fantástico neste papel. 

 

O filme mistura humor com acção, aliás, muito humor e muita acção. Há carros pelo ar, há explosões, há tiros impossíveis, há lutas corpo a corpo. Há piadas, muitas piadas. Porque afinal de contas, Deadpool é um gozão que consegue curar-se rapidamente. Se perder uma mão, ela volta a crescer, se partir um pé, ele volta ao sítio, se levar um tiro, o corpo regenera-se. Alguém o pode criticar por ter alguma mania?

 

Outro dos aspectos mais diferenciadores e cativantes do filme é o facto do Deadpool falar com o público. À maneira das séries de humor, Deadpool vai relatando algumas situações para o público não perder pitada e, claro, sempre com o seu humor característico. 

 

 

A sua história é contada de forma acelerada - como é normal nos filmes adaptados de BD - mas é puro entretenimento. 

Pergunta para quem foi ver:

Melhor a piada de só terem chamado dois X-men por falta de orçamento ou a piada do "nothing compares to you"??? 

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