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Vi a luz

por Marquês, em 27.10.17

Quem me conhece sabe que sou pouco dado a sentimentos. Macho a sério não tem sentimentos. É forte. Faz uma entorse e bebe dois shots de medronho no lugar de anti-inflamatórios. Abre a cabeça e bebe dois shots de medronho enquanto leva 5 ou 6 pontos na testa. Arranha-se a jogar à bola e bebe dois shots de medronho enquanto desinfeta a ferida com vodka e começa a preparar histórias fantásticas sobre a sua nova cicatriz. As mulheres pelam-se por homens com cicatrizes!

 

Contudo, há raras exceções em que o macho vacila.

 

Nenhum macho tem uma simples gripe / febre / constipação / dor de garganta.

Subir dos 37º é ver a luz.

Uma gripe é suficiente para meter baixa e chamar o notário para tratar do testamento.

Se um macho espirrar sete vezes de seguida e sentir um calafrio é motivo para reunir a família e ligar a todos a pedir desculpas pelos erros do passado. Excepto ao primo Carlos. O Carlos é uma besta!

 

Na semana passada estive perto de me despedir deste mundo. Dor de garganta, calafrios, estado febril. A sério, o Marquês viu a luz! Qual Maximus a caminhar em direção ao portão (para os mais distraídos, ide ver novamente o Gladiador).

 

Felizmente já estou bem. Obrigado pela preocupação.

 

PS: Cajó, se me estás a ler, já podes parar de fazer macumbas. Já liguei ao notário para alterar o testamento. Vou deixar o carro e o action figure do Don Vito Corleone ao meu afilhado. Queres coisas boas? Vai trabalhar, meu malandro! Jantamos amanhã? Pagas tu que este mês teve muitos dias.

Ahah, com que então querias o Don Corleone.

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Serei da geração millennial

por Marquês, em 26.10.17

Geração millennial.

 

“A geração ‘Millennials’ é o termo usado para categorizar os indivíduos que nasceram entre 1980 e 2000. A definição foi criada pelos autores norte-americanos William Strauss e Neil Howe em 1991, tal como explica a revista Forbes. Pertencem a esta geração os jovens entre os 15 e 35 anos, filhos da Geração X e netos dos ‘baby boomers’. São apresentados como a primeira geração de nativos digitais.

 

Os ‘Millennials’ são também designados de geração Y e da Internet. Nasceram na era dos equipamentos eletrónicos, do crescimento rápido do ‘online’ e do mundo das redes sociais. Desde pequenos, criaram uma relação íntima com as novas tecnologias e dominam a internet como ninguém.”

(via site saldopositivo.cgd.pt)

 

Serei da geração millennial?

 

Como posso eu, nascido em 1989, ser igual a algúem que nasceu em 1999? Ou nascido em 1981?

Não é preciso pensar muito. A SIC, terceiro canal de televisão em Portugal, nasceu há 25 anos. Metade da geração millennial não imagina um período sem quatro canais de televisão.

 

Não me sinto da geração millennial.

 

Nos últimos anos, os estudos sobre millennials multiplicaram-se. O que procuram na vida, o tipo de educação, o perfil de trabalhador, o valor que dão às coisas simples da vida. Queremos feedback no emprego, queremos viajar, somos curiosos, não nos conformamos, não acreditamos em empregos para a vida, sonhamos muito, queremos muito, estudamos muito.

 

Ok, sou um bocado da geração millennial. Aliás, todos esses estudos são muito bonitos. São pragmáticos. São interessantes. Ajudam as empresas a traçar o perfil de quem está a entrar/entrou no mercado de trabalho nos últimos anos.

 

Também quero feedback constante e adorava poder viajar. Tive internet da Clix com 7 ou 8 anos, instalada com CD e que ia abaixo de 15 em 15 minutos, cresci sem “box” de televisão, fui pela primeira vez ao McDonald’s aos 18 anos, viciei-me no Super Mario, implorei durante anos para ter um GameBoy Colour (sem sucesso), achei que a Sega Saturn era o topo das consolas.

 

Serei da geração millennial?

 

Talvez. Não sou ninguém para contrariar uns estudiosos que certamente terão muitos estudos e sabem muitas coisas. Contudo, sinto-me de outra geração.

 

Sou da geração a prazo.

 

Não conhecem?

 

Tenho 28 anos. Sou independente. Vivo fora de casa dos pais. Vivo numa casa (apartamento) arrendada. Conto os trocos até final do mês. Trabalho na área em que me licenciei. Tenho um contrato de emprego de seis meses. Vivo a 300km da minha família e amigos para seguir o curso que escolhi. Não tenho namorada. Não sei o que quero da vida. Quero muitas coisas da vida.

 

Emprego a prazo. Relações a prazo. Amizades a prazo. Vida a prazo!?

 

Ia jurar que os estudos de estudiosos prometiam outras coisas para a minha geração. Pensava que os millennials iam salvar o mundo, construir um futuro melhor para o nosso planeta, ter carreiras de sonho e realizar todos os seus objetivos.

 

Não sou millennial. Sou da geração a prazo

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Big Brother

por Marquês, em 20.09.17

Ontem passei tanto tempo ao telefone que hoje recebi um e-mail com oferta de emprego para um call center.

 

Coincidência? Não acredito em coincidências.

 

They are watching us...

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Tenho mau feitio quando sou spoilado

por Marquês, em 16.07.17

 

O Inverno chega amanhã, o Syfy fez uma maratona das seis temporadas e eu não estou preparado!

 

Não por me ter esquecido de ir buscar o casaquinho à arrecadação mas porque não consegui ver os episódios todos. Respondendo à vossa pergunta: Não, não tive nada melhor para fazer.

 

Há tempos disse por cá que tinha deixado de ver a série para ler os livros. Terminei há poucos meses mas só voltei a ver a série o mês passado. Entre trabalho, Santos, jantaradas e afins, vou a meio da sexta temporada.

 

Por isso, aviso desde já, tenho um coração mole mas se vejo algum spoiler da 7ª temporada não respondo por mim!!!

 

Já agora, o Jon Snow esteve de férias na minha terra e nem me avisou. Soube através de vários amigos que o viram, que falaram com ele, que tiraram fotos, que mereciam ter uma dor de dentes... Margaery, se me estiveres a ler, vou de férias para a semana, tenho dois quartos livres em casa ;)

 

E agora vou beber quinze cafés a ver se consigo terminar isto a tempo de ainda dormir uma horinha antes de ir trabalhar.

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Queridos amigos, sim, tu aí, que vão de férias para o Algarve. Tenho umas dicas preciosas para poderem desfrutar do vosso descanso – e não contribuírem ainda mais para o mau feitio dos algarvios.

 

Sim, sou algarvio. Sim, tenho mau feitio. Sim, não gosto do resto dos portugas – REINO DOS ALGARVES 4EVER! WE LOVE BIFES AND BIFAS AND THEIR MONEY!!!

 

Peço desculpa… Já escondi a garrafa de vinho. Prometo comportar-me até final do post.

 

Nós, algarvios (ou vá, eu e mais alguns) até gostamos do resto dos portugueses, com quem até partilhamos uma língua materna e uns punhados de séculos de história conjunta. (nunca serei português, em primeiro lugar sou sempre algarvio mas com dupla nacionalidade!)

 

Portanto, agora que se aproxima a época em que o país vai em debandada para o Reino dos Algarves, deixo umas dicas úteis para poderem desfrutar de umas verdadeiras férias em condições neste paraíso :)

 

1 – Ser simpático e educado. Não custa nada dizer bom dia ou um simples olá quando se entra num estabelecimento. Os algarvios até sabem dizer “bom dia” em várias línguas! 

 

2 - Respirar um pouco. Se há coisa que qualquer turista gosta é... de se queixar! Mas como assim, Marquês? O turista gosta de se divertir! - Isso julgam vocês antes de ir de férias. O turista gosta de se queixar. É a demora para ser atendidos, é o vento, é a praia que tem muita areia, é o rapaz do hotel que nos repreende quando atiramos uma cadeira do 3º andar para a piscina...

 

3 - As regras de trânsito que conhecem também estão em vigor no Algarve. É extremamente proibido interromper a marcha no meio da estrada porque encontraram o spot para uma selfie perfeita! E estacionar em cima da passadeira continua a dar multa. Estão de férias, não vos custa nada deixar o carro a mais de 100 metros da praia.

 

4 - Utilizar a expressão "Lá". Amigos, os algarvios não vivem numa concha. Nós já fomos a Lisboa - ok, foi para ir a uma consulta mas também conta. Alguns de nós até já foram ao Porto! E há algarvios que já foram de férias ao estrangeiro (UAU). Dizer "Lá em Lisboa, Lá em França, Lá..." como se nós fossemos ignorantes não vos vai conseguir uma mesa junto à janela.

 

5 - Um empregado de mesa no Algarve é igual a um empregado de mesa em qualquer lado. Acreditem, nenhum "garçon" gosta de ser chamado com um estalar de dedos ou com um "Oh pssst!". Por incrível que pareça, esses "garçons" estão a trabalhar. 

 

6 - Diz-se "em" Quarteira e não "na" Quarteira... Dá um aperto no coração.

 

Espero que estas dicas sejam úteis e sintam-se à vontade para me linchar na caixa de comentários. Mas nunca se esqueçam que eu posso conhecer a pessoa que vos serve o arroz de marisco ou a caipirinha gelada :)

 

Boas férias, amigos!

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