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Aqui, o Marquês filosofa sobre a vida e a existência de esquilos voadores. Às vezes, o Marquês está bêbedo e refere-se a si na terceira pessoa. Sintam-se em casa, mas não coloquem os pés no sofá.
Um professor da Faculdade de Motricidade Humana deu uma entrevista ao Observador em que disse "Estamos a criar crianças totós" e sugeriu que temos de acabar com o terrorismo do não.
O caos estava lançado!!!
Podem ler a entrevista aqui.
Pelas redes sociais - o tribunal dos dias de hoje - e até pela blogosfera, este tema fez correr alguma tinta digital. Uns criticam estas afirmações, outros são totalmente a favor, por aqui e ali a discussão pode ter subido de tom e gerado alguns insultos entre opinadores que, na sua modesta opinião, são donos da razão.
Ainda não tinha dedilhado sobre o tema mas devo dizer que sou a favor. Até porque, tenho a sensação que o "a favor" está em desvantagem e gosto de ser do contra.
Quanto a mim, o único erro no meio disto tudo é a sensação de generalização que a mensagem transmite. Parece que todas as crianças são totós e isso ofende os pais dessas crianças, mesmo que estejam a ser totós na educação das crianças que até são totós.
As crianças hoje em dia são, efectivamente, totós. Mas já o eram há vários anos. No meu tempo já havia muitos totós. Principalmente aqueles que me chamavam totó, esses eram os mais totós e muitos nem sabiam o que queria dizer totó.
Não vou dizer que as crianças devem passar o dia todo na rua a brincar à macaca e ao pião. Seria hipócrita porque até eu, que cresci na década de 90, já trocava o pião pelos desenhos animados e pela MegaPower (uma versão "loja dos 300" da Mega Drive). Talvez o professor da FMH tenha crescido e até educado os seus filhos numa era sem estas modernices mas, hoje em dia, uma criança que seja privada dos tablets e do canal Panda também é considerada totó pela sociedade de jardim de infância e escola primária.
Concordo com este terrorismo do não. Mas esse já existia no meu tempo e o desrespeito por tantas proibições levou-me a vários castigos, os quais também infringia e resultavam em novos castigos. As crianças que não erram não podem aprender. Os pais que tentam proteger os filhos acabam por privá-los dessa aprendizagem ou, por outro lado, levam a que os catraios se portem bem ao pé dos pais e nas suas costas experimentem tudo o que é asneiras.
Sempre ouvi dizer: nem tanto ao mar, nem tanto à terra.