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Marquês, o analisador político

por Marquês, em 25.01.16

Parece que vamos ter novo hóspede naquela casa já velhinha com uma vista sobre o rio Tejo. Marcelo Rebelo de Sousa, aquele tipo que fazia uns comentários engraçados na TVI ao domingo, vai ser o nosso novo presidente da república. Uma espécie de líder da associação de estudantes mas sem semana académica.

 

Ganhou o professor / comentador, aquele que veste a camisola de todos nós!

(Facebook As Minhas Insónias em Carvão)

 

Eu, como enorme não-exemplo de cidadão, vou comentar estas eleições na óptica de um eleitor que não exerceu o seu direito ao voto por uma questão de 560km e 50 euros em gasóleo (ok, podia ser pior visto que o combustível está a níveis assustadoramente baixos mas não deixa de ser praticamente um depósito no meu bolinhas).

 

Em primeiro lugar, sinto-me enganado. Metade do país tinha coisas mais importantes para fazer e não se dignou a ir votar. Cambada de patifes! Eu incluído. Ora, por esta simples questão matemática, vou ser o primeiro a afirmar publicamente que o professor Marcelo não obteve maioria absoluta e está obrigado a ir a segunda volta! António Costa, faz alguma coisa!

 

Em segundo lugar, tenho de dar os parabéns ao Tino de Rans. Se o Brasil pode ter um deputado palhaço – Tiririca é deputado por São Paulo (sim, um palhaço de profissão e sim, foi eleito por um estado com água potável e universidades) – nós temos direito ao nosso Tino! O rapaz vai à Liga Europa, que ligou ao vencedor para lhe dizer “o povo de Rans gosta muito de si. Olhe que ficou em 2º lugar na minha terra”, e ainda confessou em directo “Há uma parte do debate que a mim não me interessa para nada. Eu até estou aqui a fazer bonequinhos”. Uma visão popular daquilo a que se resume a política portuguesa.

 

Em terceiro lugar, faltou uma candidata pelada. Com o mote lançado pela Joana Amaral Dias, pensei que isto ia pegar. Há quem diga que isso não é política mas tendo em conta o estado do país, política é coisa que existe pouco na política em Portugal.

 

Em quarto lugar, desta vez nem uma coligação salvava a esquerda. Ora, na última eleição, o povo votou esquerda, desta vez votou direita. A nossa ideologia política é um bêbedo às 6 da manhã no Cais do Sodré. Bamboleia-se para um lado, tomba para o outro, e há-de acordar numa rua escura com a sensação que foi atropelado por um comboio.

 

Em quinto lugar, vejo aqui a segunda vitória do Bloco de Esquerda em duas eleições e a segunda derrota do Partido Comunista Português. Será uma renovação à esquerda? Isto era um bom debate para aquele programa do Marcelo… bolas!

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