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Notícia que mais me revoltou esta semana, revoltou mas não se preocupem que não vou organizar nenhuma manifestação ou greve, o mundo vai continuar como se nada se passasse e por isso vou apenas desabafar neste meu diário digital: "Exames a sério levam alunos de 10 anos a pagar explicações" - in Diário de Notícias, 02 de Abril de 2013. Com direito a duas páginas, onde ainda defendem as criancinhas.

Em primeiro lugar só quero insurgir-me um bocado contra. Contra o quê? Contra a notícia, contra as crianças, contra os professores, contra os pais, contra o Ministério da Educação, em suma, contra! Só podem estar a gozar. Vejo apenas uma explicação credível para esta notícia fazer sentido: estamos a formar super-inteligentes! O quê? Não estamos a formar super-inteligentes? Então algo de errado se passa.

Se um aluno precisa de explicações é porque: ou o professor é mau ou o aluno tem dificuldades nessa matéria ou um bocado de ambas. Se um aluno precisa de explicações para um exame é porque ou o exame é mesmo muito complicado ou o aluno foi mal preparado pelos professores. Com 10 anos as crianças estão no 4.º ano de escolaridade e, muito distante da antiga 4.ª classe, o 4.º ano é 1.º ciclo, ensino primário ou pré-básico. Não consigo perceber como é possível uma criança não conseguir realizar um exame aos 10 anos. Podem existir atenuantes ou variáveis consoante os professores ou os alunos. Há crianças que demoram mais até perceber certas matérias, seria um insensível se não reconhecesse isso. Mas o professor da primária é considerado um educador (e não esquecer que as crianças começam a entrar em creches e ateliês cada vez mais pequeninas), tem a obrigação de preparar a criança na fase mais importante da sua aprendizagem. E pegando no título "exames a sério", como podem criar exames a sério para pequeninos de 10 anos? Ou o título é exagerado ou o Ministério está a ser exigente demais. De qualquer das formas, não faz qualquer sentido.

Com uma década eu não tinha powerpoints nem Internet nem Iphones, mas já percebia inglês para conseguir jogar na antiga Megadrive, sabia fazer contas de cabeça porque só conheci a calculadora no ensino básico, percebia o que a professora/educadora me dizia e consegui desenvolver bastante o sentido crítico (reza a lenda que era muito espevitado e estava sempre a fazer perguntas a querer saber mais). Muita coisa mudou desde então mas, agora, aos 10 anos já vejo miúdos com smartphones e a mexer em computadores mas não conseguem realizar um exame? Ou os jovens estão a ficar mais burros, ou os professores são muito maus nos dias de hoje...

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