Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



Se calhar somos hipócritas

por Marquês, em 26.05.15

Somos contra o bullying e a violência doméstica e a violência contra animais e contra a guerra e contra os polícias que batem nos adeptos e vá, somos contra a violência no geral.

 

Caso:

Na Rússia, uma empregada de mesa espetou um murro e duas pauladas com a ementa na tromba de um imbecil (leia-se cliente) e o mundo bateu palmas. As redes sociais inundaram-se com partilhas do vídeo e até os jornais diários fizeram questão de mostrar este acto heróico da rapariga.

 

Acho bem! O imbecil, a.k.a. cliente, assediou e apalpou a empregada - nota: estamos no século XXI - e ela defendeu-se, basicamente, e arrumou com o imbecil, aliás, cliente.

 

Fica a pergunta: somos a favor ou contra a violência? Espetar duas "ementadas" no focinho de um imbecil, ou cliente, não é violência? Será menos violêcia por ser uma mulher? Será menos violência por ser um bêbedo? Será menos violência por ela não usar cassetete?

 

Vamos todos insurgir-nos contra o polícia que bateu no adepto - este polícia é um anormal, merecia que lhe arrancassem os pêlos do peito com uma pinça, um a um! Mas vamos bater palmas à mulher que bateu no imbecil, ou cliente!

 

Ah mas são situações diferentes, pois são. E nós somos hipócritas e adoramos violência!

Autoria e outros dados (tags, etc)


2 comentários

Imagem de perfil

De Neurótika Webb a 26.05.2015 às 12:42

por acaso estava a pensar num sítio bem mais doloroso que o peito....e com cera é pior!
Sem imagem de perfil

De Língua Afiada a 26.05.2015 às 17:51

Não deixa de ser um ponto de vista interessante.
A empregada deveria estar habituada a lidar com clientes bêbedos e manter a calma e chamar as autoridades e não recorrer à violência.
Mas nestas coisas da violência tudo depende do contexto, em alguns contextos abominamos que se bata em alguém noutros contextos aplaudimos.
Neste caso e porque também existe violência física da parte do cliente porque este lhe toca, a miúda só se defendeu e mesmo tendo-se defendido ele insiste e volta a tocar-lhe, ela agiu em legítima defesa.
É um bocado diferente da situação do adepto e do polícia, mesmo havendo agressão verbal por parte do adepto (não sei se terá havido ou não) a resposta do agente foi excessiva.
Era quase como se neste caso a miúda depois do ciente no chão o continuasse a agredir. Aposto que se ela o tivesse feito as opiniões já seriam um pouco diferentes.

Comentar post



O responsável

foto do autor



Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D