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Não é um super-herói. Mas é super. E acaba por salvar a miúda. E insere-se na categoria de filmes de super-herói. Mas não é super-herói. Aliás, é uma espécie de anti-herói!

 

 

Sem ser um apaixonado por BD e comic books, já conhecia o Deadpool há mais tempo que a maioria das pessoas que foi ao cinema. E já tinha visto vários trailers e várias reviews do filme. Já tinha visto o Ryan Reynolds a promover o filme em vários programas e a dar entrevistas na pele do próprio personagem. Portanto, o filme não me desapontou mas também já não me deixei surpreender totalmente - shame on me! 

 

Mesmo assim, gostei bastante!

 

 

O Deadpool é um tipo arrogante, instável, com mau feitio, com um sentido de humor muito negro, que gosta de matar bandidos, sem noção do perigo e sem medo da morte.

 

Pudera, descobre que tem cancro e que vai morrer, vende a alma ao diabo na pele de uma organização manhosa e ganha o poder de se curar, fica com a cara toda deformada e afasta-se da namorada com vergonha do seu aspecto. Ou seja, factores reunidos para o rapaz não ter nada a perder e comportar-se como um anormal. Mas daqueles anormais fofinhos por quem o público se apaixona. Afinal de contas, o rapaz tinha um cancro e ia morrer e perdeu tudo na vida. 

 

Mas o Deadpool é excelente! O Ryan Reynolds está fantástico neste papel. 

 

O filme mistura humor com acção, aliás, muito humor e muita acção. Há carros pelo ar, há explosões, há tiros impossíveis, há lutas corpo a corpo. Há piadas, muitas piadas. Porque afinal de contas, Deadpool é um gozão que consegue curar-se rapidamente. Se perder uma mão, ela volta a crescer, se partir um pé, ele volta ao sítio, se levar um tiro, o corpo regenera-se. Alguém o pode criticar por ter alguma mania?

 

Outro dos aspectos mais diferenciadores e cativantes do filme é o facto do Deadpool falar com o público. À maneira das séries de humor, Deadpool vai relatando algumas situações para o público não perder pitada e, claro, sempre com o seu humor característico. 

 

 

A sua história é contada de forma acelerada - como é normal nos filmes adaptados de BD - mas é puro entretenimento. 

Pergunta para quem foi ver:

Melhor a piada de só terem chamado dois X-men por falta de orçamento ou a piada do "nothing compares to you"??? 

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Estive em destaque

por Marquês, em 08.07.15

Ontem já me tinham dito mas estava tão cansado que nem liguei muito. Afinal de contas, fui ao norte do país em trabalho e só queria um banho e uma cama. 

 

Fui destaque pela primeira vez no Sapo blogs. "Grande coisa", dizem vocês. Todas as primeiras vezes são momentos bonitos e especiais! Excepto a primeira vez que provei tofu - a sério, aquilo é mesmo mau! Obrigado Sapo! 

 

Hoje fui ver as estatísticas e pimbas! Milhares de pessoas viram a minha "crítica/apreciação" sobre o Ted 2!

 

Indústria cinematografica portuguesa, sintam-se à vontade para me pedir críticas e opiniões sobre os filmes. Por agora, enquanto a fama não me sobe à cabeça, aceito pagamentos em bilhetes de cinema e pipocas. Prefiro comédias e filmes de acção mas, por verbas adicionais, também vejo dramas, romances e documentários!

 

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O homem que não ficou para a história

por Marquês, em 22.07.14
Há uns tempos tive o prazer de ler uma obra de Jô Soares, um dos melhores humoristas brasileiros - uma espécie de Herman José e Jay Leno lá do Brasiú -, "O homem que matou Getúlio Vargas".


Pois bem, como é público, o ex-presidente do Brasiú suicidou-se. No entanto, Jô Soares soube criar um personagem que tinha tudo para ser um dos melhores assassinos da sua geração e que quase matou Getúlio Vargas. Muito resumidamente, o personagem principal da história quase despoletou a I Guerra Mundial, quase matou Franklin Roosevelt e esteve muito perto de matar Vargas. Fracassou sempre, com algumas trapalhadas pelo caminho. Para conhecerem as restantes peripécias, que incluem anões e mafiosos, é melhor mesmo lerem o livro. E estou a ser muito sério em relação a isto - anões, contorcionistas, assassinos, anões assassinos e contorcionistas, gajas boas!

Bem, o personagem passou ao lado de uma grande carreira e senti empatia com ele. Se fosse no cinema, ele ia matar toda a gente e salvar a sua família de um gangue de criminosos. Porém, Jô Soares não teve essa compaixão para com o pobre coitado e, página após página, continuou a gozar com a sua falta de sorte. Infelizmente, esta obra nunca será um best-seller, nunca irá valer um prémio Nobel nem tão pouco será adaptada ao cinema. Para isso precisava de mais explosões e histórias de amor. O personagem de Jô Soares é um bandido que sabe manejar espadas e fazer bombas artesanais mas que nunca verá um poster seu no quarto de um adolescente revoltado - bem ao lado de um poster dos One Direction e de um post-it a dizer "A minha vida é uma merda"!

Eu gostei e recomendo. Obrigado Jô!

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Efeito bola de neve

por Marquês, em 30.01.13

Nunca vi neve, já vi gelo ou algo parecido com neve mas neve a sério, como se vê nos filmes, nunca vi. Talvez porque venha do Algarve, conhecido pelo calor e praias, talvez por viajar pouco ou nada, talvez por não gostar do frio. O facto é: nunca vi neve. Mas é como se visse neve todos os dias, ou pelo menos estou metido numa grande bola de neve.

Li há pouco que vão fechar mais 15 salas de cinema no Algarve, nove na Guia e seis em Portimão. Isto no dia seguinte a ter ido ver o novo filme de Tarantino ao cinema e ter encontrado uma sala a meio gás, mesmo com os descontos de segunda-feira. Isto depois de já ter lido que o número de espectadores diminuiu em 2012. Isto depois de ter visto que o filme Morangos com Açúcar teve um sucesso do camandro. Isto depois de ter visto que os bilhetes de cinema aumentaram de preço a velocidade vertiginosa nas últimos anos. Isto depois de ver que o IVA na cultura subiu à bruta. 

Conclusão: este país destrói-se a si próprio, destrói a sua identidade, vende-se ao preço da uva mijona, compra tudo o que é estrangeiro, apoia tudo o que é vergonhoso, expulsa os inteligentes e corajosos.

Os Globos de Ouro portugueses e outros prémios nacionais são uma ofensa à cultura. Não me apetece divagar sobre os vencedores, gosto de ir ao fundo da questão e indagar-me contra a sua nomeação. Lá fora, temos realizadores, filmes e actores portugueses que são galardoados em vários festivais, cujo valor junto da indústria cinematográfica é enorme. Mas de que importa isso para nós? Afinal de contas, são portugueses. 

A cultura está cara, os espectadores pensam duas vezes antes de ir e tentam escolher algo que sabem que vão gostar. E o efeito bola de neve está para durar. 

Hipoteticamente falando, eu ganhava X e conseguia ir várias vezes ao cinema, ao teatro, ao futebol, comprava jornais e revistas, comprava livros, tinha um bom telemóvel e roupa de marca. O Estado lembra-se a tirar-me uma bela fatia do ordenado e começo a cortar em algumas coisas que gosto de fazer. Como se não bastasse, tudo aumenta de preço. Para melhorar, aumentam os serviços, a água, o gás, a electricidade, os transportes, as idas ao médico, o preço do combustível, e vou cortando no uso que dou ao dinheiro. Mas o pão e as compras no supermercado também aumentam e eu passo a comprar produtos mais baratos e em menores quantidades. Antes ia almoçar fora todos os dias e bebia um refrigerante mas sinto o bolso mais apertado e vou só uma vez por semana. No café onde almoçava o dono queixa-se que os produtos que compra estão mais caros, tem de pagar mais impostos sobre o que vende, tem de pagar mais pelas contas de utilização do espaço, é obrigado a aumentar uns míseros cêntimos no que vende mas a clientela está falida e nota o aumento, deixando de ir com tanta frequência. Tudo fica mais caro e a carteira mais curta. Perco dinheiro, perco qualidade de vida, e nem o "desenrascanço" de português me tira do sufoco ao fim do mês. E a bola de neve vai crescendo e parece que neste momento só tenho neve na carteira. O que me vale é que estou a falar no "hipoteticamente"...

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