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Dilema do elevador

por Marquês, em 22.05.15

Sabem aquele vizinho que, quando vê que outro vizinho se aproxima, acelera o passo para entrar no elevador e fechar a porta para subir sozinho?

 

Normalmente não faço isso. Sou daqueles que espera e até abre a porta às senhoras.

 

Contudo, descobri um vizinho que deve ser alérgico à água e parece que está sempre à espera que eu entre no prédio para me abrir a porta do elevador. Ontem fui pelas escadas (habito no 7º andar!!! mas só fui pelas escadas dois andares, depois chamei o outro elevador)!

 

E no outro dia já dei por mim a carregar à pressa nos botões para a porta fechar antes que ele entrasse no hall do elevador.

 

Preciso de ajuda, que devo fazer?

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Correr escadaria acima

por Marquês, em 06.02.15

 Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras. Que vos diz esta imagem?

 

A Empire State Building Run-Up completou na quarta-feira a 38ª edição. E no que consiste? Subir as escadas de um dos edifícios mais altos do mundo.

 

O Empire State Building, edifício emblemático de Manhattan, e que se não fosse o memorial das Torres Gémeas seria o maior da cidade que Sinatra imortalizou (como se fosse preciso imortalizar a "cidade que nunca dorme" ou a "big apple", para os vegetarianos), tem 102 andares, num total de 1576 degraus.

 

Quem foi o idiota que se lembrou de fazer uma corrida até ao cimo de um edifício com mais de 100 andares?

«Hoje tenho aqui meia hora livre, deixa-me lá ir ficar com cãibras nas pernas!».

E ao vir para baixo há sempre um engraçadinho que diz «Vai uma corridinha para baixo ou apanhamos o elevador? Hahaha».

Sim, o edifício tem mais de 70 elevadores. Que estupidez, sobe-se tão bem pelas escadas...

 

Quando era um gaiato, nos meus tempos de adolescência, era normal fazer corridas nas escadas com os amigos, para ver quem chegava mais depressa e empurravamo-nos e tal. Mas fazíamos isso para subir no máximo dois andares! E maior parte das vezes preferíamos fazer a corrida na descida. Há pessoas que para subir um andar apanham o dito elevador. E quando o mesmo está avariado e temos de subir as escadas até ao quinto andar, suspiramos e fazemo-nos ao caminho de cabeça embaixo.

 

Mas há mais coisas estranhas no mundo do "desporto". Por exemplo, na Finlândia correm com as esposas às costas (já existe versão desta corrida noutros países e não sei ao certo qual é a original, a primeira que ouvi falar foi na Escandinávia), na Áustria fazem corridas na lama e com obstáculos. Aliás, as corridas loucas já chegaram a Portugal. Da Colour Run à Eternal Running, tudo se trata de corridas em que o objetivo é conviver e ficar todos labregos e a cheirar mal.

 

E nos States, os grandes malucos da coisa, fazem corridas de triciclos, fazem corridas com panquecas nas mãos, lutam com tubos de papelão e lutam com porcos. Coisas normais.

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Porta-te bem, felino

por Marquês, em 17.12.12
Vou desabafar convosco e espero que ninguém conte às autoridades mas, e isto é uma possibilidade cada vez menos remota, se o meu gato desaparecer por um tempo interminável e encontrarem sangue no meu quarto, eu posso ter algo a ver com o assunto.

Costumo falar com o animal e quando estamos sozinhos até lhe confidencio coisas sobre mim, sobre a minha vida e afins, porque penso que ele gosta de ouvir. No entanto, ontem ouvi um miado parecido com uma palavra, a saber "miaunteiga", o que é praticamente tudo o que o meu colega de casa sabe dizer e isso deixa-me preocupado. Ainda para mais, reparei que o livro que ando a ler (pasmem-se, é sobre José Mourinho), tinha o marcador numa página diferente e estou desconfiado do gato. Qualquer dia aparece lá em casa a recitar Os Lusíadas e daí até contar os meus segredos mais assustadores é um pequeno passo. É uma situação delicada contudo, e como agora já sei que é um macho, não me sinto tão mal em pensar em assassinar o bicho. Ou então tento fazer chantagem primeiro, começo por lhe esconder os biscoitos preferidos, meto alfinetes dentro da bola de ping pong, pego-lhe fogo à cauda, só para ele perceber que é mais saudável se ficar calado.

De outra forma, seria chato o felino contar às redondezas algumas confidências. Por exemplo, fui eu que fechei o caniche da velhota do 2.ºD nas escadas de emergência só porque estava farto de ter um porta-chaves a gingar na minha perna, ou fui eu que estoirei com a energia em todo o quarteirão quando tentava fritar o periquito da velhota do 2.ºE com duas lâmpadas, ou fui eu quem colocou uma falsa convocatória de condomínio para discutir se a velhota do 2.ºF podia ter 14 gatos na varanda só porque o marido a trocou por uma rapariga que trabalha ao balcão da churrascaria da rua de baixo. Agora que penso nisso, devia afastar-me do 2.º andar antes que as velhotas se juntem contra mim, uma delas tem um cajado em madeira e já a vi correr atrás de um garoto malcriado.

Elevador amigo, não avaries nem pares no 2.º andar que eu prometo portar-me bem daqui em diante. E ai de ti, saco de pulgas, que te chibes de alguma coisa!

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Um drama no elevador

por Marquês, em 07.07.12
Ontem sucedeu-se algo na minha vida que alterou a forma como eu vejo o mundo. A partir daquele momento, nada mais foi igual para mim. Um misto de revolta e impotência apoderou-se de mim, e quase chorei por dentro. O drama, o horror, a tragédia...

O que se passou foi o seguinte. No prédio onde eu laboro, existem dois elevadores e, tendo em conta que o escritório onde ostento uma secretária é num quinto andar, costumo utilizar frequentemente os ditos cujos. Ora, ontem, estava eu descansado da minha vida a preparar-me para ir almoçar, chamo o elevador, entro no elevador, carrego no botão do rés-de-chão, a porta fecha e, de repente, o meu nariz descobre algo. Semi-cerro os olhos, dou duas ou três narinadelas, e faço um primeiro diagnóstico da situação - cheirava a bufas! No primeiro instante cobri simplesmente o nariz com a mão e comecei a rir. Um qualquer malandro ou malandra do prédio largou um gás pestilento no ascensor para amaldiçoar o desgraçado que tivesse a infelicidade de necessitar de subir ou descer. O desgraçado era eu, e até já contava vingar-me numa próxima. Todos nós já largamos uma bufa no elevador e fugimos apressadamente para lixar o próximo. Eu próprio estou sempre a fazê-lo, sempre com sucesso. Mas, de seguida, chegou o medo. Ainda faltavam quatro andares e tudo podia acontecer. Comecei a tremer, desesperadamente tentei sacudir o odor, "e se o elevador pára antes de chegar ao rés-do-chão e entra alguém??? De certeza pensam que fui eu e fico com má imagem no prédio...". Escusado será dizer que entrou uma senhora... no segundo andar. Podia ter entrado um homem e até podia achar graça à situação, rir-se, gozar por dentro, contar histórias aos amigos sobre um jovem bem bonito que tinha largado uma bomba atómica no elevador e riam todos juntos enquanto bebiam umas cervejas e comiam uns caracóis. Mas não, entrou uma senhora! Cerca de 40 anos, aspecto carrancudo, com ar de executiva, pasta em uma das mãos e telemóvel, daqueles que tira fotos, faz vídeos, cozinha, passa a ferro, e tem acesso ao Facebook, na outra. A porta abriu, saímos os dois, fiquei para trás e vi-a entrar num carro de uma empresa de consultoria sediada longe dali. Era apenas uma senhora que tinha vindo a uma reunião e o risco de a voltar a encontrar não seria muito grande.

Moral da história: na realidade existem várias morais nesta história. E vou enumerá-las.

1º - Cuidado ao entrarem num ascensor. Antes de iniciarem a viagem, façam o reconhecimento do local. Se cheirar mal, apanhem o próximo.

2º - Se costumam largar umas bufinhas no elevador, tenham cuidado. Aquilo nem sempre segue as leis da física e pode abrir inesperadamente, entrar a mulher dos vossos sonhos e não ficar nada impressionada. 
(Atenção, para todos aqueles que interpretam "impressionar" com uma bufa poderosa, daquelas que o cheiro arrepia os pêlos do corpo e cria lágrimas nos olhos - as mulheres não gostam disso.)

3º - Se a senhora que estava no elevador e ficou com ideias erradas estiver a ler isto, garanto-lhe que não fui eu. Eu, por norma, até cheiro bem, tomo banho e uso aquelas coisas para deixar o corpo bem cheiroso e até gostoso. 

4º - Não larguem presentes ao próximo. Porque o próximo posso ser eu e a minha última experiência alertou-me para os perigos dessa vida.

Um bom fim-de-semana para todos, minis, caracóis, Wimbledon, Tour, e muita chuva!

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