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Preparem-se. Chegou o Trump

por Marquês, em 09.11.16

Odeio dizer isto: “não digam que não vos avisei”. Fiz questão de ressalvar que o tipo era perigoso – a ler aqui.

 

O mundo ocidental acordou em choque: Trump é o 45.º presidente dos EUA!!!

 

 

O drama, o horror, a tragédia! Aquele tipo insuportável, lunático, sexista, racista, rico, idiota, vai governar a maior potência mundial!

 

Vai ter acesso a ataques nucleares!

 

Vem aí a III Guerra Mundial!!!

 

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!

 

Bem, antes de mais, acalmem esse nervosismo miudinho que o senhor Obama ainda lá fica até final do ano. Que nada vos estrague a última bebedeira de 2016 e primeira de 2017!

 

Em segundo lugar, nós continuamos a estar em Portugal onde nada acontece. “Ah mas tenho uma tia-avó na Califórnia descendente de mexicanos e vai ser deportada”… não vai nada.

Relaxem que o Trump não vai ser o primeiro político a cumprir o que promete em campanha. Nem vai fazer nenhum muro à volta dos Estados Unidos nem vai declarar guerra a todo o mundo. Pelo menos no primeiro mês como presidente. Tenho para mim que no primeiro mês vai ser um presidente Marcelo. A passear nos arraiais das terrinhas, a posar junto de bebés com tshirts de ódio às mulheres e a fazer festas com as modelos do calendário Pirelli.

 

Em terceiro lugar, que raio se passa na cabeça de quem vota? Os gregos é que tinham razão pois só votavam cidadãos homens com mais de 30 anos… ok, provavelmente isso iria eleger o Trump na mesma.

 

Bem, a meu ver, isto é uma derrota dos meios de comunicação, do partido democrático norte-americano e de quem não teve “balls” para votar numa mulher.

 

Durante meses, eu incluído, andamos nas redes sociais a falar do Trump. Porque dizia frases que tinham piada, porque era imbecil, porque tem uma mulher gostosa, porque não tem um discurso coerente, porque tem um esquilo na cabeça…

 

E quem falou de Hillary? Quem se lembra dela? Quem publicou as promessas eleitorais da Hillary? Quem disse que ia votar nela por ser uma excelente candidata em detrimento de ser apenas “a candidata mulher”? Quem?

 

Portanto sim, em último lugar, quem deu a vitória ao Trump fomos nós. Que gozamos com ele, que falamos dele, que levamos a sua candidatura na brincadeira e não tivemos capacidade de perceber que do outro lado estava uma candidata cuja campanha passou ao lado de todos pois o candidato-palhaço reuniu para si todas as opiniões boas e más. E na hora de votar, ninguém vota em quem não conhece – muito menos numa mulher…

 

God bless America!

 

(PS: faz sentido rezar pelos EUA? Vi centenas de publicações nas redes sociais com esse #. Mas o Trump é algum tsnunami ou o holocausto ou o pessoal anda muito envolvido nesta coisa das #?)

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Trump ao poder!

por Marquês, em 02.03.16

Quiçá o candidato mais controverso da história da política norte-americana ou até mundial. Para dados estatísticos, vamos excluir os candidatos que nunca tiveram hipóteses de ganhar e que se candidataram apenas para auto-promoção ou para "curtir" os seus 15 minutos de fama.

 

Donald Trump, um empresário nascido na década de 1940 e do mesmo signo que eu, sempre teve uma vida mediática. Pelo facto de nascer num berço dourado, pelos resorts de que é dono, pelos edifícios que compra, pela participação em programas de televisão, pelos casamentos, e, qual cereja, pelas suas declarações polémicas. Está-lhe no sangue. E quando alguém mediático, milionário e polémico decide candidatar-se a presidente dos Estados Unidos da América, não há candidato republicano que o segure.

 

Entre as suas pérolas podemos encontrar ataques aos meios de comunicação, à China, aos negros, aos mexicanos, às mulheres, à política, aos países do Médio Oriente... suponho que ainda não tenha dito nada contra mim mas posso ser eu que ando distraído.

 

Resumindo, Trump é o anti-candidato ideal. Contudo, a Super terça-feira veio confirmar mais uma vez que as sondagens continuam a colocá-lo na frente das Primárias, pelos republicanos. Venceu em sete dos 11 estados e parece cada vez mais certo um confronto a dois com Hillary Clinton. Já o acusaram de ser tudo e mais alguma coisa, gozam com ele na televisão e nas redes sociais, criticam as suas declarações incendiárias mas não lhe tiram aquilo que pode definir o futuro de uma das nações mais influentes do mundo: os votos.

 

Será que a ex-Secretária de Estado vai tornar-se na primeira mulher presidente dos Estados Unidos? Será que os americanos afinal se identificam com Trump? Afinal de contas, Trump teria dado um excelente presidente no século XIX.

 

 

Entre as frases de Trump, deixo-vos algumas preciosidades:

 

“One of the key problems today is that politics is such a disgrace. Good people don’t go into government.”

“All the women on The Apprentice flirted with me — consciously or unconsciously. That’s to be expected.”

“Hillary Clinton was the worst Secretary of State in the history of the United States. There's never been a Secretary of State so bad as Hillary. The world blew up around us. We lost everything, including all relationships. There wasn't one good thing that came out of that administration or her being Secretary of State.”

".@ariannahuff is unattractive both inside and out. I fully understand why her former husband left her for a man- he made a good decision."

"When Mexico sends its people, they're not sending the best. They're not sending you, they're sending people that have lots of problems and they're bringing those problems with us. They’re bringing drugs. They’re bringing crime. They’re rapists. ... And some, I assume, are good people."

“The concept of global warming was created by and for the Chinese in order to make U.S. manufacturing non-competitive.”

 

 E claro, divirtam-se neste site onde podem despentear o candidato republicano (sim, eu reli e é tão estúpido quanto parece - despentear o Trump...) que já ultrapassou os 83 milhões de sopros de "TRUMPete"!

 

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Multiplicação dos youtubers portugueses

por Marquês, em 04.02.13
Já ouviram falar no Puto Miguel? Um novo "pseudo-fenómeno" made in Youtube.

A semana passada estava eu a vaguear por uma famosa rede social à procura de imagens com piada para me distrair quando vejo duas partilhas de amigos meus para um novo sucesso do Youtube português - o Puto Miguel. Curioso, cliquei lá na hiperligação e fui levado para isto. À altura em que estou a escrever isto, este novo "pseudo-fenómeno" já conta com mais de três mil subscribers (acrescento, a título de comparação, que Salvador Martinha, um dos melhores humoristas portugueses da actualidade, tem cerca de dois mil subscribers) e tem apenas dois vídeos. O conteúdo é fraco, não consigo ir contra os meus princípios e dizer que é bom ou aconselhar a visualização dos seus vídeos. Mas, e como eu sou do contra por natureza, aprovo esta ideia. Um puto de nove anos, segundo a sua descrição, com um sotaque profundo e uma barriga onde se pode ler "excesso de McDonald's", que quer fazer um vlog ou simplesmente ter vídeos no Youtube. E porque não? Força nisso puto!

Isto faz-me lembrar a minha mocidade, os anos de puberdade passados no Algarve onde, em conjunto com uns amigos e várias borbulhas faciais, também pensei em fazer sucesso no Youtube. Não conseguimos. Contudo, podemos orgulhar-nos do resultado, sem contar com os penteados que eram deveras horrendos, há oito anos atrás o meu cabelo, se tivesse vida própria, iria suicidar-se todas as manhãs ao olhar-se ao espelho. Isso talvez explique porque perdi a virgindade tão tarde mas isso são linhas para outros textos. Belas tardes a jogar PES na Playstation e a criar conteúdos humorísticos, sempre na galhofa. Talvez um dia me debruce sobre esse grupo de gaiatos bonitos. Fizemos, a nível local, quatro espectáculos ao vivo, enchemos uma sala com cerca de oitenta lugares e actuamos para mais de duas mil pessoas. E era apenas uma brincadeira de gaiatos. Alguns vídeos ainda estão online, algumas ideias ainda estão perdidas em pastas escondidas no computador ou em antigos cadernos. Algumas ideias ainda podem valer umas boas gargalhadas, mesmo tantos anos depois. Mas tivemos pouca sorte, por isto ou por aquilo, não fomos capazes de contrariar algumas adversidades e deixamos o projecto morrer.

Por isso, e por muitas mais razões, deixo aqui uma palavra de incentivo aos vários Putos Miguéis e putos como eu há oito anos atrás: não desistam, deixem-se levar pela imaginação e façam alguma coisa por vós. Eu, que nunca andei de avião sequer, conheço dezenas de youtubers norte-americanos, mas conheço poucos portugueses. Há que incentivar os corajosos que se arriscam perante milhares ou milhões de "espectadores". Quantos mais aparecerem, maiores as probabilidades de termos bons youtubers portugueses, bons comunicadores, bons humoristas. Nos Estados Unidos, existem milhões de youtubers mas apenas dezenas merecem crédito. Não podemos esperar que em Portugal todos os youtubers sejam bons. É preciso que apareçam muitos, maus, péssimos, indiferentes, até que apareça um bom, dois bons, muitos bons. Se Jesus fez a multiplicação dos pães, que se faça a multiplicação dos youtubers portugueses!

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Também tenho sósias!

por Marquês, em 15.11.12
A moda desta semana, fora greves e manifestações e bastonadas (deixem-me dizer que fiquei triste, esta semana nenhuma rapariga decidiu mostrar as mamas, isso mostra que o povo não está suficientemente focado no que realmente importa), foram os sósias.

Nos Estados Unidos, um rapaz descobriu um gajo igualzinho a ele. Facto engraçado - o gajo igualzinho a ele estava numa parede de um museu, num quadro com mais de quatro séculos. E o gajo é mesmo igual, tem uma certa barriga, tem barba, a expressão do olhar, igualzinho. No dia a seguir a descobrir isso, vejo a notícia de uma rapariga, também nos States, que descobriu, pasmem-se, num museu (!), um busto com um focinho igual ao seu. Mas mesmo igual. Maior facto em comum: as fotos que o rapaz e a rapariga tiraram nos ditos museus estão a fazer sucesso entre os seus amigos nas redes sociais e, de tal forma, que já chegaram a Portugal.

Pois bem, antes de vender a notícia a um qualquer tablóide luso, conto-vos que também tenho um sósia. É verdade, não se trata de nenhum irmão gémeo nem algo que se pareça. Eu já suspeitava, há uns tempos. Vi, pela primeira vez, há uns anos valentes, um quadro de um sujeito exactamente igual a mim, moreno, sorriso malandro, olhar charmoso. Depois disso, já passei algumas vezes nesse local e continuo a achar que aquele sujeito, bastante elegante, é igualzinho a mim. Sempre que vou visitar a minha avó, lá está ele, no quadro, a olhar para mim com ar gozão e sedutor. E a minha avó diz o mesmo, é igualzinho a mim. Um dia vou tirar uma foto lá perto para colocar nas redes sociais.

Para além disso, acho que hoje vi outro sósia meu. Se o Bin Laden e o Saddam Hussein tinham uns quantos, eu também posso ter dois. Não sou mais nem menos que esses dois terroristas. Foi assim, estava eu a entrar no elevador e vi-o, bonito, espadaúdo, elegante, de camisa, barba por fazer, exactamente igual a mim. Ficamos uns instantes a olhar um para o outro, depois desviamos o olhar, mas acho que ele ficou a pensar o mesmo que eu: é meu sósia! Foi um momento estranho, não estava à espera de encontrar um sósia meu no elevador. Que coincidência enorme! Voltei lá e pumbas, lá estava ele de novo! Se calhar é daqueles rapazes, fortes e musculados, que fica nos elevadores a carregar nos botões para as pessoas. Dá sempre uma boa imagem do prédio em questão. Uma vez fui ao Estádio da Luz com convite para os camarotes, Corporate Club ou algo assim, com direito a parque de estacionamento e catering, bastante agradável. Pois bem, dessa vez, estacionei o meu veículo (possivelmente o pior calhambeque que alguma vez entrou naquele parque de estacionamento) e, quando ia entrar no elevador, lá estava uma rapariga, muito bonita por sinal, a carregar nos botões. O meu sósia deve fazer isso no prédio onde eu moro, não é tão bom como no Estádio da Luz mas a rapariga também era muito mais bonita que o meu sósia.

De modos que, em resposta a essas duas pessoas lá nos States, também eu encontrei sósias meus, e logo dois! Quer dizer, agora que penso nisso, se calhar o meu segundo sósia é um espelho. Vim da rua há pouco e também estava lá um sósia do meu colega de casa. Será que conta como sósia? Ora bolas, acabei de escrever um texto sem sentido... Bem, agora já está. Melhores dias virão. Saúde amigos, não abusem no pão, nem no vinho!!!

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Volta ao Algarve, não vás

por Marquês, em 06.11.12
Hoje apetece-me desabafar. Pois é, parece que a Volta ao Algarve em ciclismo não se vai realizar em 2013. Em causa estão as dívidas das autarquias à organização, que já li em qualquer lado que ascendem a 120 mil euros, é dinheiro. O que, por si só, é fácil de entender, o Estado está tão mal que nem existe adjectivo para classificar o estado do Estado. Mas, pergunto eu, na minha inocência, será que só o Estado tem dinheiro ou estará mesmo tudo em crise? Antes de responder, e porque não achei graça à forma como as pessoas leram o ponto de interrogação, "diz lá, ó espertinho!" ou "vai sair asneira", deixem-me apontar outro exemplo - futebol distrital no Algarve. Há muito que dezenas de clubes se vinham a arrastar, ano após ano sucediam-se as desistências e faziam-se contas ao impossível. Este ano, desapareceram vários clubes. A razão? Existem algumas.

O desporto algarvio, tal como sucede em muito sítio, subsiste à base de apoios autárquicos e subsídios do Estado e seus tentáculos. Essa vida, meus amigos, acabou, e já vai tarde. Um país como Portugal, de maus governantes em várias frentes, não pode resistir à base de subsídios. É preciso algo sério. Os treinadores levam as competições na brincadeira, os treinos são aceites por carolice e as organizações são amadoras. Os clubes são conjuntos de amigos e conhecidos que tentam brincar às casinhas com o dinheiro dos subsídios. Isso é, inevitavelmente, insustentável. É bonito meter uma fotografia no Facebooki de um jantar de Natal da colectividade lá da zona ou uma foto dos equipamentos novos com um logótipo desenhado pelo tio do fundador do clube ou os miúdos todos limpinhos com uns fatos de treino de uma marca chinesa e uma grande imagem a dizer Câmara Municipal. Mas essa tendência tende a acabar. Os clubes pequeninos vão desaparecendo, os pequenos têm de crescer e os que têm a mania que são grandes acabam. Patrocínios, apoios, trocas de favores, ajudas de custos, responsabilidade social... Não me vou alongar, hoje, por nomes teóricos e questões de comunicação. Vou falar como se fosse leigo.

As autarquias têm um montante para apoiar o desporto, lá distribuem aquilo da forma que lhes apetece, e os clubes ficam todos contentes, tratam das inscrições, da papelada, dos equipamentos, dos funcionários e, se sobrar alguma coisa, fazem uma gala no final do ano para beberem uns copos. Alguns visionários já descobriram que isso não é futuro, aliás, já não é sequer presente. No meu tempo, o clube dava muito e de mim não recebia nada, para além do meu imensurável talento para o desporto. Surgiram os sócios nos clubes pequenos que vão pagando curtas quotas e os jovens pagam uma mensalidade para praticar desporto. Pois bem, eu, apesar de ter uma licenciatura aos 23 anos tirada em seis semestres, digo que os clubes são mal geridos. Existe um mal neste país. Um gajo paga uns copos aos amigos no café, não tem dívidas na padaria, tem um negócio ou uma profissão à maneira, sabe ler e diz umas coisas engraçadas, é um bom candidato a presidente. Curiosamente, vislumbro aqui uma ligação de critérios entre os clubes mais pequenos e os clubes grandes...

in: sulinformacao.pt

Se todos fossem como o Futre já o desporto português estava noutro patamar. O Sporting foi buscar um indiano, que nem joga, e têm patrocinadores a pagar o ordenado ao rapaz, fizeram reportagens e até havia ideia para um reality show sobre a vida do Chhetri. Nos Estados Unidos os patrocinadores pagam estádios, dão orçamentos aos clubes, pagam salários a desportistas, oferecem equipamentos. Em Portugal, vive-se do Estado. Lembro-me de uma excepção: o Sporting de Braga fez um acordo com a AXA que resultou no naming do Estádio Municipal de Braga, no patrocínio da camisola e num orçamento para transferências, e o Braga ficou em 2.º lugar no campeonato, foi finalista na Liga Europa e jogou na Liga dos Campeões. Vamos deixar de viver do Estado? Boa? Volta ao Algarve, se me estás a ler, ignora o patrocínio da Santa Casa, vai vender a Volta aos bancos, às cervejarias nacionais e internacionais, às casas de apostas, às telecomunicações, às seguradoras, às agências de segurança, faz um acordo com restaurantes, hotéis, rent-a-cars, restaurantes, papelarias... para eliminar os gastos extra. A Volta ao Algarve tem melhores ciclistas que a Volta a Portugal e até teve direito a transmissão na Eurosport e RTP 2. Outra ideia, o turismo algarvio não tem qualidade nem entretenimento, vamos fazer da Volta ao Algarve um evento turístico? Entreguem a organização a uma agência de comunicação e marketing, as agências de viagens e os hotéis criam pacotes especiais, organiza-se uma feira tradicional que segue a caravana. Um esforço que a região pede, para acompanhar com uma fatia de pão e um copo de vinho.

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