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Cem textos

por Marquês, em 11.10.13
E hoje, por pura coincidência, chego ao texto (ou post) número 100 neste blogue. Há exactamente um ano e cinco meses (o que equivale a uma porrada de dias cujo cálculo acho irrelevante) premi pela primeira vez o botão "publicar" e dei vida a este quarto sem renda no espaço cibernético.

100, 10x10, uma centena, primeiro número de três dígitos, cem. Basicamente é isto. Não vejo grande coisa a dizer sobre este número. O meu número favorito é o 25, está bem longe do 100, apesar de ser um quarto de cem. 100 é também o número de metros que eu corria quando fazia atletismo. Outro facto completamente desinteressante visto nunca ter chegado a campeão mundial. Aliás, hoje em dia, se fosse fazer uma corrida com o Usain Bolt, dava para ele terminar a corrida, beber um café, ir dar uma entrevista para a Sky Sports e depois eu cortava a meta. Não que eu esteja balofo, até perdi gordura e ganhei músculo nos últimos tempos (ginásio e treinos de futebol), mas, mesmo quando estava em forma, era capaz de levar uma enorme tareia do Bolt, quanto mais agora...

Fiz uma pesquisa rápida no Google só com o número 100 e apareceu uma "comunidade 100% cool" a quem, involuntariamente, vou fazer publicidade porque me aconselharam a fazer um teste de alcoolemia. É verdade. Eu aqui a ponderar ficar feliz por estar a escrever pela centésima vez neste espaço e mandam-me ter atenção à bebida antes de conduzir. Enfim, vou beber mais um copo de vinho porque já lá vão cem, porra!

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A melhor equipa é a que ganha, depende

por Marquês, em 04.04.13
Uiiiii, tenho tanto para escrever que, se meter férias durante os dias, sou capaz de escrever três livros, duas teses de mestrado e duas listas de compras! Ok, talvez esteja a exagerar, e uma lista de compras, assim está melhor. Estou cada vez mais apaixonado pelo futebol e cada vez mais quero estudar o futebol e tudo o que o rodeia.

Para quem aqui veio parar depois de pesquisar no Google pelo curso/formação de "Scouting no Futebol" da Quest à procura de uma opinião - frequentei e aconselho vivamente! Bastante interessante, formadores com muita bagagem e boas histórias para contar (mesmo daquelas que depois não podemos dizer nem à namorada ou ao periquito, e se tiverem um papagaio também convém não dizer porque esses bichos aprendem a repetir o que nós dizemos e são uns desbocados). Não pensem que vão sair de lá observadores a sério, isso vão ter de aprender por vós próprios, lá adquirem alguns conhecimentos, alguns modelos de observação, alguns conselhos. Estudem bem a matéria antes e preparem questões para colocar aos formadores, aproveitem os intervalos para socializar com os outros formandos.

Ontem assisti a um seminário sobre Formação de jogadores de futebol, quatro intervenientes, cada um com as suas ideias e as suas formas de pensar a modalidade e os seus praticantes. No final, fiquei a pensar que, das duas uma: ou sou revolucionário ou maluco. Eu explico, no auge da minha loucura em prosa: concordei com todos, discordei de todos, continuo a pensar em coisas que ninguém disse e acredito que no futebol tudo é relativo. "A melhor equipa é a que ganha", "podemos formar jogadores ou formar equipas", "nem sempre ganhar é o mais importante", estas e outras frases que se ouvem nos cafés e em todo o lado, também as ouvi num seminário sobre futebol com pessoas ligadas à área. Tudo tretas e tudo verdades! Para mim, tudo depende. Os jogadores não deixam de ser pessoas e o futebol até pode ser visto enquanto um emprego e ninguém é igual a alguém e ninguém trabalha da mesma forma. Os jogadores também são seres humanos e pessoas, também têm aquela coisa dos sentimentos e emoções. Nada é garantido no futebol, neste caso. Nem a bola é redonda, por vezes está mais cheia ou mais agastada, nem o campo tem sempre as mesmas medidas, nem sempre são 11 contra 11, nem sempre o melhor ganha, em 90 minutos pode não acontecer nada e em cinco segundos pode acontecer muita coisa. Existem variáveis, várias variáveis que variam e condicionam. O Ronaldo também falha, o Mourinho também se engana, o Buffon também mete frangos, na distrital também há pontapés de bicicleta. C'um caneco, se o futebol é uma ciência, a única ciência exacta é a matemática, confere, o futebol não é exacto. Já para não falar naqueles que leram os livros sobre o Mourinho e ficam a pensar que percebem de futebol, hilariante. Por agora, fico-me por aqui. Vou mandar postas de pescada para outra freguesia, literalmente.

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Um drama a sério

por Marquês, em 13.12.12
Toda a nossa vida é feita de escolhas, de oportunidades, de pequenos momentos que tomam grandes proporções. Aqueles dois minutos de preguiça na cama e o autocarro que nos foge e nos faz chegar atrasados no dia em que o nosso patrão descobre que o amante da mulher tem chatos e que isso explica a forte comichão nos seus tomates... No momento certo ou no momento errado, qualquer gota de água pode causar uma tempestade, e vice-versa.

Ainda me lembro de quando era um pequeno catraio irrequieto. Tinha a energia de qualquer petiz malandro e irrequieto, a curiosidade de um gato, uma tendência enorme para a asneira. Nesses dias, em plena década de 1990, havia poucas coisas que acalmavam o meu ímpeto de petiz malandro. A saber: desenhos animados! Eu sabia melhor o horário dos desenhos animados que as pessoas que escreviam a programação nas revistas. E era tudo calculado ao pormenor, o habitual ritual matinal e o final de tarde eram tratados com mais precisão que a tentativa de abrir um cofre. Saía da cama, ia a correr para a casa-de-banho, sabia exactamente os segundos que levava a fazer xixi, e quando me sentava a tomar o pequeno-almoço já estava a começar o genérico dos desenhos animados. Nunca falhava! E se, como acontecia no século passado, a emissão falhasse ou houvesse uma alteração inesperada, eu dava em maluco. Arrancava cabelos, batia no gato, não arrumava a taça dos cereais no lava-loiça e quando chegasse à escola estava de trombas! Saía do sério com essas porcarias. Parecia um relógio suíço, sempre exacto na hora de atar os cordões e chegava a não meter o cinto nos dias em que demorava mais 10 segundos no banho.

No outro dia, dizem, aquela rede social que teve direito a um filme ficou fora do ar durante uns tempos, tal como aquele motor de buscas bastante conhecido, e as pessoas entraram em parafuso. Imagino a desilusão daqueles que estavam a conversar com os namorados ou que estavam quase a bater um novo recorde naqueles jogos irritantes que estão sempre a encher a minha caixa de pedidos! Meus amigos, o Dragon Ball mudar de horário sem aviso prévio e eu perder o terceiro episódio da luta contra os Sayians é um drama, ficar um par de horas sem Facebook é um alívio! Eu não me apercebi que essa coisa estava fora do ar mas se falhava um episódio, eu reparava! Se o Facebook falha, podem jogar outra coisa qualquer ou usar outras formas de comunicar com outras pessoas mas se os desenhos animados não davam à hora certa, como queriam que visse aquele episódio? Nem podia fazer um download ilegal naquela altura. Isso sim, eram dramas a sério!

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