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Uma Aventura no Jardim/Bosque

por Marquês, em 22.02.13
Numa viagem cultural, e de descontracção, dei por mim num jardim que mais parecia um bosque. É isso mesmo, fui visitar o jardim de um museu/fundação e encontrei um verdadeiro bosque. Árvores, muito espaço, um curso de água, mais árvores, mais espaço, um jardim e muita natureza. Eu já vi jardins e aquilo, meus amigos, era um verdadeiro bosque.

Enquanto vagueava pelo "jardim" comecei a magicar histórias e a desvendar mistérios. Como foi durante a semana, estavam lá grupos de jovens estudantes em visitas de estudo. A vaguear, a tirar fotografias, a correr, estavam a divertir-se na imensidão do bosque. Muitos deles, possivelmente, só conheciam a natureza das histórias de encantar e isso pode explicar a forma maravilhada como viam aquela imensidão de natureza à sua volta. E eu parecia que estava dentro de um livro da Isabel Alçada e da Ana Maria Magalhães! Não só pela vertente cultural mas também pelo enigma "seria um jardim ou um bosque" ou ainda pelo facto de as crianças desaparecerem no meio das árvores para depois voltarem a aparecer atrás de umas moitas, sabe-se lá a fazer o quê. E fiquei com a sensação que, a certo ponto, vi uma patada de um tigre!

Ponto de reflexão: crianças nos seus 13, 14 anos com grandes máquinas fotográficas. Senti-me velho. No meu tempo, carregava comigo uma pequena máquina fotográfica de 3.1 megapixels. Aquelas crianças tinham câmeras com objectivas enormes. Aliás, um simples smartphone tem o triplo dos megapixels das máquinas fotográficas que eu conhecia até entrar para a universidade. É a idade.

De tão pequeno que era o jardim, havia uma enorme equipa de funcionários por lá, jardineiros e afins. E aí vi algo que me intrigou: um desses funcionários passeava em passo acelerado, com uma caixa debaixo do braço, pelo bosque abaixo em direcção a uma zona rescondida onde eu teria medo de entrar sozinho. Tendo em conta que havia crianças a passear por lá, ao cuidado de um professor por cada 20 alunos, comecei a imaginar o pior. Era a cabeça de uma criança que seguia escondida na caixa, tenho quase a certeza! Ainda pensei em alertar os professores: "olhe, se no final da visita de estudo sentir a falta de alguém, vão encontrá-la numa caixa que um dos funcionários carregava e possivelmente foi enterrar junto àquela azinheira". Estive quase para ir ter com os professores. Mas a rapariga que estava comigo, por quem nutro um sentimento, disse que era melhor não o fazer e puxou-me para fora do jardim. Contudo, continuo a pensar nisso. Um crime aconteceu ali e uma criança desapareceu. O bosque era grande, era fácil esconder o corpo. Pobre criança, atacada por um sujeito com jardineiras e um ar de psicopata. Enfim, a tarde passou e acho que nenhuma criança desapareceu e a caixa levava apenas uma sandes de queijo e fiambre. Espero eu...

Isto é o curso de água lá no jardim. Foi por estas escadas que o funcionário carregou o corpo do jovem

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Também tenho sósias!

por Marquês, em 15.11.12
A moda desta semana, fora greves e manifestações e bastonadas (deixem-me dizer que fiquei triste, esta semana nenhuma rapariga decidiu mostrar as mamas, isso mostra que o povo não está suficientemente focado no que realmente importa), foram os sósias.

Nos Estados Unidos, um rapaz descobriu um gajo igualzinho a ele. Facto engraçado - o gajo igualzinho a ele estava numa parede de um museu, num quadro com mais de quatro séculos. E o gajo é mesmo igual, tem uma certa barriga, tem barba, a expressão do olhar, igualzinho. No dia a seguir a descobrir isso, vejo a notícia de uma rapariga, também nos States, que descobriu, pasmem-se, num museu (!), um busto com um focinho igual ao seu. Mas mesmo igual. Maior facto em comum: as fotos que o rapaz e a rapariga tiraram nos ditos museus estão a fazer sucesso entre os seus amigos nas redes sociais e, de tal forma, que já chegaram a Portugal.

Pois bem, antes de vender a notícia a um qualquer tablóide luso, conto-vos que também tenho um sósia. É verdade, não se trata de nenhum irmão gémeo nem algo que se pareça. Eu já suspeitava, há uns tempos. Vi, pela primeira vez, há uns anos valentes, um quadro de um sujeito exactamente igual a mim, moreno, sorriso malandro, olhar charmoso. Depois disso, já passei algumas vezes nesse local e continuo a achar que aquele sujeito, bastante elegante, é igualzinho a mim. Sempre que vou visitar a minha avó, lá está ele, no quadro, a olhar para mim com ar gozão e sedutor. E a minha avó diz o mesmo, é igualzinho a mim. Um dia vou tirar uma foto lá perto para colocar nas redes sociais.

Para além disso, acho que hoje vi outro sósia meu. Se o Bin Laden e o Saddam Hussein tinham uns quantos, eu também posso ter dois. Não sou mais nem menos que esses dois terroristas. Foi assim, estava eu a entrar no elevador e vi-o, bonito, espadaúdo, elegante, de camisa, barba por fazer, exactamente igual a mim. Ficamos uns instantes a olhar um para o outro, depois desviamos o olhar, mas acho que ele ficou a pensar o mesmo que eu: é meu sósia! Foi um momento estranho, não estava à espera de encontrar um sósia meu no elevador. Que coincidência enorme! Voltei lá e pumbas, lá estava ele de novo! Se calhar é daqueles rapazes, fortes e musculados, que fica nos elevadores a carregar nos botões para as pessoas. Dá sempre uma boa imagem do prédio em questão. Uma vez fui ao Estádio da Luz com convite para os camarotes, Corporate Club ou algo assim, com direito a parque de estacionamento e catering, bastante agradável. Pois bem, dessa vez, estacionei o meu veículo (possivelmente o pior calhambeque que alguma vez entrou naquele parque de estacionamento) e, quando ia entrar no elevador, lá estava uma rapariga, muito bonita por sinal, a carregar nos botões. O meu sósia deve fazer isso no prédio onde eu moro, não é tão bom como no Estádio da Luz mas a rapariga também era muito mais bonita que o meu sósia.

De modos que, em resposta a essas duas pessoas lá nos States, também eu encontrei sósias meus, e logo dois! Quer dizer, agora que penso nisso, se calhar o meu segundo sósia é um espelho. Vim da rua há pouco e também estava lá um sósia do meu colega de casa. Será que conta como sósia? Ora bolas, acabei de escrever um texto sem sentido... Bem, agora já está. Melhores dias virão. Saúde amigos, não abusem no pão, nem no vinho!!!

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Entre praia e uma casa antiga

por Marquês, em 30.07.12
Este fim-de-semana dei por mim a absorver cultura à bruta! Vivi o sacrifício de acordar cedo ao fim-de-semana, fugi às praias e aos centros comerciais e fui absorver cultura à bruta! Museus, palácios e paisagens, foi spectacular!

Vivo na capital há ano e meio e só agora aproveitei para recordar alguns espaços, ver outros pela primeira vez, viver um pouco da história de todos nós. Até fui ver a colecção do Berardo! E terminei no novíssimo Museu Nacional do Desporto. No final, aquele sentimento agri-doce que arrepia a espinha. Orgulho no meu país, orgulho nos feitos dos portugueses, orgulho nas peças que vi, orgulho em ser compatriota de quem construiu e de quem combateu e de quem ergueu e de quem viveu, orgulho em ser compatriota de Vasco da Gama e de Moniz Pereira, de D. João I e de Ricardo. E uma tristeza imensa em ver tanta obra a precisar de restauro, tanta obra esquecida pelo povo, tanto pedaço de história que nenhum português conhece. Visitei um palácio, quatro museus e um jardim sem gastar um cêntimo. E vou repetir a viagem brevemente, e visitar o que não tive tempo. 

Sinto que aqueles espaços deviam estar cheios de gente a comentar sobre as peças e vibrar ao ouvir a história da nau "Vasco da Gama" ou do regícidio de D. Carlos I e do infante D. Luís Filipe. As obras cuidadas, restauradas, e sempre a "sorrir" para o visitante. Enfim, faltava algo.

Entretanto, fica a frase da jornada, pela voz de um amigo: "Devíamos ter um cartão Relvas. Em cada museu carimbavam o cartão e no final tínhamos uma licenciatura em História!". Ainda não pedi equivalência mas pode ser que obtenha um 11.

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