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Pessoas no shopping

por Marquês, em 21.12.15

Há dois tipos de pessoas que vão ao shopping e que irritam toda a gente. Não há dia - e como estamos na derradeira etapa para o Natal - que não se encontre estas gentes no shopping. E amigos, se são dessas pessoas, mandem-me um mail ou deixem um comentário e amanhã eu faço questão de dizer que adoro este tipo de pessoas. Faço tudo pelos meus leitores!

 

TIPO 1: Pessoas que vão em grupo ao shopping

Seja em família, em grupo de amigos, ou uma mãe solteira que ficou a tomar conta dos filhos das amigas para elas terem uma tarde de amor louco, é frequente encontrarmos pessoas que vão ao shopping em grupo.

Principal problema: Param no meio dos corredores e bloqueiam a passagem às pessoas normais. Seja para discutir a que loja vão a seguir ou simplesmente porque o mai'novo tem outra vez os cordões desatados (fui notificado por uma lisboeta que se diz desapertado... mas vocês atam ou apertam os cordões???).

Problema menos principal mas também importante: Entram numa loja, a teenager compra uma blusa nova e vão todos para a fila. Nas lojas onde a caixa fica junto à entrada é muito porreiro porque bloqueiam ali uma zona de passagem por causa de uma blusa com um decote de meter inveja a muita stripper.

 

E isto leva-nos para o TIPO 2: Pessoas que insistem em experimentar roupa que todos sabem que lhes fica pequena

Muitos de nós temos uns quilinhos a mais, vamos ser honestos connosco próprios, estou a falar daquela barriguinha que já deixou de ser sexy e que insiste em sair das calças.

Principal problema: Essas pessoas são sensíveis e ficam ofendidas quando a roupa que levaram para o provador não lhes serve. 

- A última peça de roupa que comprei nesta loja era deste tamanho! - Isso foi há quatro anos e entretanto engordaste 20 quilos...

- Em todas as lojas visto M e aqui o M fica-me apertado! - Nos vários corredores onde passaste foste a única pessoa a pedir licença para passar, não usas M há quatro anos...

Problema menos principal mas também importante: Estas pessoas, quando estão ofendidas, não sabem controlar o volume da voz e todos na loja se apercebem que a roupa que vestiram lhes fica apertada. Aliás, todos podem constatá-lo porque estas pessoas não sabem experimentar no provador, voltar a colocar no cabide e dizer simplesmente que não gostaram, estas pessoas têm de mostrar a toda a gente que a roupa lhes fica apertada!

 

E assim me apercebo que está a chegar o Natal e milhares de pessoas voltaram a deixar as compras para a última semana. E sim, o ano passado eu próprio disse que este ano ia tratar de tudo atempadamente e passei 5 horas em shoppings no sábado...

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Sou um Algarvio em Lisboa

por Marquês, em 04.12.12
Em Lisboa, aquilo a que chamam maior acumulado de prédios deste cantinho à beira-oceano, as pessoas mantêm relações impessoais entre elas. Eu próprio, aqui na minha zona, na minha rua ou no meu prédio, não conheço ninguém. Cumprimento, por cortesia, quem encontro dentro do edifício ou as caras que vejo com maior frequência mas sinto que possuo apenas uma cama nesta área e não me sinto parte dela. Ainda hoje vim com uma senhora no elevador e a viagem foi longa demais para tanta conversa.

Porém, e fica sempre elegante começar uma frase com um porém, desde piquinalhas que gosto de iniciar uma oração com um elegante porém, ou até mesmo um contudo, outras vezes recorro ao no entanto, sinto que iniciar uma frase já pronto a lançar um grito de revolta é algo que me fica bem, ora, porém, esta situação traz alguma animação ao dia-a-dia.

A razão por eu escrever este texto é muito simples, e passo a explicar: estava eu com uns amigos, a descer umas escadas à saída de um café, e vinha na frente do grupo a falar com uma rapariga cuja língua materna não é o português. Sempre brincalhão, estava a meter-me com ela porque ela tinha dito "bye, bye" ao empregado do café quando poderia ter dito em português. E então ela apercebe-se que sabe dizer algumas palavras em português e atira um "boa tarde" um pouco mais audível que o desejado. À nossa frente ia um casal nos seus quase trinta e a rapariga olhou para trás assustada. Como é óbvio, desatei a rir, a minha amiga ficou envergonhada, a outra rapariga ficou assustada, o outro rapaz começou a rir, eles aceleraram o passo e desapareceram da nossa frente num ápice. E eu fiquei a matutar naquilo. Se calhar a rapariga ainda ficou à espera que lhe pedisse desculpa por ela ter pensado que o "boa tarde" era para ela. Lisboa é um sítio onde as pessoas são "bichos-do-mato", ninguém se conhece, ninguém quer saber das outras pessoas e incomodar alguém é uma alegria. Às vezes vou ao supermercado e meto conversa com o funcionário da caixa, principalmente se for uma rapariga jeitosa, e há quem leve a mal. Costumo fazer piadas de circunstância e fingir que não tenho dinheiro na carteira, e há quem não reaja, continuam com aquele ar de robot e só conseguem dizer "bom dia, tem cartão de cliente?, são 14 euros e 32 cêntimos, obrigado" e levam as oito horas de labuta naquilo.


Se calhar sou um "Algarvio em Lisboa". Ainda no outro dia parou uma ambulância ao pé de mim para pedir indicações e eu, que mal conhecia a zona, tentei ajudar, não consegui, mas também não fugi a sete pés com medo das pessoas! Deixava aqui um apelo às pessoas das cidades, deixem de ter medo das pessoas (excepto de pessoas com mesmo muito mau aspecto ou que carreguem facas consigo). Já dizia um grande homem, "smile doesn't cost a penny"! Vamos ser alegres por um dia e sorrir às pessoas que vemos na rua e cumprimentar o motorista do autocarro e o "caixa" do supermercado e o vizinho do rés-de-chão. Vamos ser pessoas!

PS: Às vezes sinto-me um "Englishman in New York".

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Andar de camioneta até é engraçado

por Marquês, em 24.05.12
Cada vez gosto mais de ir de camioneta para o trabalho. Mudei recentemente de local laboral e, consequentemente, apanho uma carreira diferente. E muito mais animada. É impossível chegar ao trabalho aborrecido com o facto do maldito despertador ter tocado à mesma hora de sempre e da nossa cama nos ter dado um valente chuto no traseiro. A carreira que apanhava antes era muito aborrecida, pessoas sozinhas a caminho do meio da capital com olhar cabisbaixo. Agora, que trabalho na periferia, vejo gente alegre, gente conversadora, gente amigável, gente a sorrir, gente bem e mal vestida, gente jovem, até os velhotes têm mais saúde e as pessoas aparentam ser mais bonitas. Infelizmente, não são. Apenas são menos infelizes.

Às vezes até me apetece desatar a abraçar aquela gente tão porreira que passa e roça no meu corpo deixando um cheiro que nem sempre é agradável. Só falta convencer o senhor motorista a não acelerar tanto nas rotundas e a parar nos semáforos. Isto da malta jovem andar sempre a jogar aqueles videojogos em que se roubam carros, se sobem passeios para cortar caminho e se atropelam velhotas afecta os condutores das camionetas. Estou convencido que nas aulas iniciais vão para um simulador "quitado" com o GTA ou o Need for Speed. Qualquer dia as camionetas têm "ailerons", jantes brilhantes, e nas rectas os motoristas dão um "cheirinho" de nitro para encurtar a viagem...


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