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 Este cartaz está a lançar o caos em Londres e já existem petições contra a empresa Protein World, suplementos que ajudam a ter um corpinho jeitoso.

 

Mensagem "O seu corpo está pronto para a praia?" ou, numa tradução mais livre, "Estás jeitosa para vestir o biquini?".

 

O drama e o horror tem sido a reacção das espectadoras, que se sentem ofendidas. Para mostrar o seu descontentamento, tiram fotos junto aos cartazes a fazer manguitos ou a dizer que qualquer corpo está pronto para ir à praia.

 

Já há mais fotos esta semana com estes cartazes que com o Big Ben!

 

Em tempos em que a Dove faz anúncios a dizer que todas as mulheres são bonitas - até as mais cheiinhas - este cartaz está a causar muita polémica. A mim, faz-me lembrar os tempos do "corpinho Danone", quando não era ofensa pedir às mulheres para ficarem mais boas...

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- Que bonito dia.
- É verdade, devem estar uns 26 ou 27º.
- Olha que não, hoje vai bater nos 28!
- Vi nas notícias que só amanhã chega aos 28º, hoje anda pelos 26, 27.
- Mas está vento.
- Sim. É um bocado chato.
- Mas aqui em Lagos é normal. Olha, está bom é para a pesca.
- E que sabes tu sobre isso? Nem sabes nadar.
- Ouvi um senhor a comentar. Levantou-se às 5 da manhã para ir pescar.
- E apanhou alguma coisa?
- Não sei, não o vi chegar. Mas o pai também gosta de ir à pesca.
- Nunca fui pescar, acho que não ia aguentar. Horas de cana na mão e não trazer nada para casa.
- Isso deve ser consoante as marés e o isco. Ou diz-se isca?
- Iscas é fígado. Ainda no outro dia comi. Fritas. Não é dos meus pratos favoritos mas até soube bem.
- Pois. Prefiro mesmo peixe grelhado.
- Também eu. Hoje tenho uma sardinhada ao jantar. 
- Espectáculo. Peixinho grelhado com este calor, bem regado a cerveja fresca ou um bom vinho verde.
- Era bom mas estou a trabalhar e vou ser eu a servir as bebidas. Consigo comer qualquer coisa mas beber é mais difícil.
- Ah pois, tem de haver prioridades. Sabes quem também comeu peixe?
- Quem?
- Uma garoupa. Saiu em vários jornais.
- Não me digas que foi o Ronaldo?
- Não. Foram os reis de Espanha. Foram almoçar com os ilustres portugas e comeram garoupa.
- Eu tinha-lhes dado cherne. Como símbolo da democracia!
- Deixa de ser implicativo. Eles nem iam perceber.
- Olha, por falar em espanhóis, já viste que o Di Stefano morreu?
- Sim. Vi no Facebook. Também já tinha alguma idade.
- Sinceramente, nunca gostei muito dele.
- Por ser espanhol?
- Também. E por ter sido adversário do Benfica na final de 62.
- Mas o Benfica ganhou e ele nem sequer marcou nenhum golo.
- Está bem. Mas era inimigo.
- Até o Eusébio tinha admiração por ele. Estás a ser implicativo.
- E agora lá em cima era o Monstro Sagrado e o Pantera Negra juntarem-se e obrigarem o Flecha a ver essa final vezes sem conta.
- Pronto, já vi que estás de mau humor. Até amanhã.

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Ginásio, aqui vou eu

por Marquês, em 14.01.13
Vou para o ginásio, a maior associação desportiva da grande cidade. Não consigo correr no meio da cidade, é o barulho, a poluição. Correr no meio de prédios ou à beira de estradas é das coisas mais deprimentes que existe. E como não tenho condição física para ser desportista, vou render-me a esta moda citadina.

Na minha terra, podemos correr na praia, junto ao rio, em matas e pinhais, à frente dos cães da vizinhança. O ar é mais puro, podemos andar de bicicleta sem medo dos veículos motorizados. Nunca experimentei mas acho que até consigo correr todo descascado da minha casa até à praia e voltar. Lembro-me, de quando era catraio e passava as tardes a andar de bicicleta, por norma vestido. Pelo meio da cidade, pela baixa, ia de uma ponta à outra, vagueava à toa pelas ruas na companhia de amigos. Naquelas tardes de maior rebeldia, íamos fazer "downhill" para um penhasco em direcção à praia. As correntes ganiam pela montanha abaixo a velocidades estonteantes. Um dia, entrei a abrir numa rampa e falhei o salto - a bicicleta ficou a poucos metros de cair ao mar e eu ao lado, todo arranhado. Ainda me levantei, meio atordoado, e recordo-me de ter dito muito calmamente para o meu amigo "Eu estou bem", mas depois senti algo a escorrer pela testa, comecei a ver sangue e balbuciei "Chama uma ambulância". E ele chamou. Três pontos acima da testa e uma história para contar aos meus filhos daqui a uns anos. No dia a seguir lá fui eu para a escola com uma mecha sem cabelo acima da testa e vários pensos nos joelhos e cotovelos. Fiquei uns meses sem lá voltar...

E agora, com o ginásio, não esperem que eu seja um daqueles "armários". Vou só para recuperar a forma e perder a barriga de tantas horas sentado. E vou para ver as miúdas. Não tenho nenhum fetiche com raparigas suadas e despenteadas mas sei que algumas só vão lá para dar uso aos ténis. E eu vou ver essas, de calças de licra e tops justos. Não me interpretem mal mas será um bom incentivo. Vou descobrir a que horas elas vão para ir também. Se há coisa que um homem faz quando uma rapariga bonita está por perto é exibir-se. Assim, com raparigas bonitas à volta, vou correr mais, levantar mais pesos e esforçar-me mais nos exercícios. Obrigado raparigas bonitas, vocês vão fazer de mim um rapaz mais elegante. Isto se a preguiça não for mais forte eu...

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Entre praia e uma casa antiga

por Marquês, em 30.07.12
Este fim-de-semana dei por mim a absorver cultura à bruta! Vivi o sacrifício de acordar cedo ao fim-de-semana, fugi às praias e aos centros comerciais e fui absorver cultura à bruta! Museus, palácios e paisagens, foi spectacular!

Vivo na capital há ano e meio e só agora aproveitei para recordar alguns espaços, ver outros pela primeira vez, viver um pouco da história de todos nós. Até fui ver a colecção do Berardo! E terminei no novíssimo Museu Nacional do Desporto. No final, aquele sentimento agri-doce que arrepia a espinha. Orgulho no meu país, orgulho nos feitos dos portugueses, orgulho nas peças que vi, orgulho em ser compatriota de quem construiu e de quem combateu e de quem ergueu e de quem viveu, orgulho em ser compatriota de Vasco da Gama e de Moniz Pereira, de D. João I e de Ricardo. E uma tristeza imensa em ver tanta obra a precisar de restauro, tanta obra esquecida pelo povo, tanto pedaço de história que nenhum português conhece. Visitei um palácio, quatro museus e um jardim sem gastar um cêntimo. E vou repetir a viagem brevemente, e visitar o que não tive tempo. 

Sinto que aqueles espaços deviam estar cheios de gente a comentar sobre as peças e vibrar ao ouvir a história da nau "Vasco da Gama" ou do regícidio de D. Carlos I e do infante D. Luís Filipe. As obras cuidadas, restauradas, e sempre a "sorrir" para o visitante. Enfim, faltava algo.

Entretanto, fica a frase da jornada, pela voz de um amigo: "Devíamos ter um cartão Relvas. Em cada museu carimbavam o cartão e no final tínhamos uma licenciatura em História!". Ainda não pedi equivalência mas pode ser que obtenha um 11.

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