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Estou de volta e quase bom

por Marquês, em 22.06.15

Pois é, estive ausente uns dias aqui do burgo sem aparente explicação.

 

Como não choveram e-mails na minha caixa de entrada nem comentários de miúdas em biquini super preocupadas, nem imagino as saudades que tiveram minhas. 

 

Lamento desiludir-vos, ou desiludir-me a mim, mas não estive de férias. Quem me dera que tivesse estado de férias.

 

Pois o jovem de 26 anos, eu, sofreu uma lombalgia de esforço na zona lombar e esteve uma semana de baixa em casa sem se poder mexer. Sempre soube que estava a caminhar para a terceira idade mas não sabia que às 26 primaveras já as costas me traiam com dores terríveis. Posso parecer mariquinhas por sentir uma dorzita nas costas e ficar em casa uma semana mas deixem-me acrescentar que nunca vou ao hospital. Não gosto de hospitais, aquele ambiente e aqueles cheiros deixam-me mal disposto e não aprecio ver gente a sangrar ou a tossir desalmadamente. Portanto, para ir ao hospital e me sujeitar a levar picas no rabo durante sete dias, é porque estava mesmo mal.

 

Nem conseguia conduzir porque ao esticar as pernas para os pedais sentia facadas nas costas!

 

Já estou melhor, obrigado pelas preocupações, mas tenho as nalgas todas negras das picas.

 

E ontem voltei a conduzir, uma semana depois. Voltei a sentir aquela sensação de liberdade. Pode parecer parvo mas depois de uma semana em casa sem me poder mexer, conduzir soube-me mesmo bem. 

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Vou escrever um livro! - Parte I.I

por Marquês, em 26.11.12
Há umas semanas deixei aqui para vocês um pequeno excerto do primeiro capítulo de uma futura grande obra de arte da literatura portuguesa alternativa. Antes de mais deixem-me elucidar que não penso, e seria realmente parvo, ganhar um prémio nobel por tal rabisco nem penso ser um ícone da literatura portuguesa. Até porque, para ser um ícone ou ganhar uma estatueta, preciso de uma história de vida comovente ou de ser estúpido. E agora vocês podem dizer que isso tem uma pontinha de verdade, e tem, mas não é suficiente para convencer o júri. Sei ler, tirei uma licenciatura, nunca passei em fome em criança nem levei porrada dos meus pais, tenho um trabalho sério e gosto de mulheres. Até posso ser um pouco estúpido mas a minha vida não tem grande interesse. Sou um gajo normal, por assim dizer.

Porém, e voltando ao tema, tenho andado com dificuldades em avançar na história e tenho-me limitado a escrever tópicos para abordar nas 150 páginas que ainda estão por escrever. Diversos tópicos, novos personagens, momentos-chave, enredos paralelos, dramas, algum humor, muita acção... Enfim, um livro a sério sem histórias de amor nem finais felizes. Não gosto dessas coisas. Podem chamar-me insensível ou até antiquado mas não gosto de finais felizes, previsíveis e vazios de interesse. Não poucas vezes dou por mim a ler uma história ou a ver um filme e, num quarto de hora, já sei exactamente como vai acabar. É aborrecido e eu não aprecio cenas aborrecidas. E quem diz cenas diz coisas, também não gosto de coisas aborrecidas. Portanto, garanto que o meu livro não será aborrecido! Pelo menos para mim. Ontem escrevi um pequeno momento que irei inserir no capítulo dois que me deixou a rir desalmadamente durante uns bons três minutos!

Pois bem, no texto - "Vou escrever um livro! - Parte I" ficaram a conhecer um dos personagens principais, cujo nome não revelei na altura, nem vou revelar agora. Mas vou desvendar um pouco sobre esse personagem, só para aguçar o apetite da mulherada! Esse personagem, o "padrinho", é uma mistura de Casanova com Zezé Camarinha, pêlo no peito, sucesso com as mulheres e o QI de uma ervilha. Moreno e gostoso, o "padrinho" será o personagem secundário com mais acção na história e vai estar presente em alguns momentos bastante hilariantes. Depois de dançar com uma loira e uma morena, o "padrinho" vai ser vítima de um sequestro! Exactamente, um sequestro! Com perseguições de carro, tiros, ameaças, gorilas vestidos de seguranças, crocodilos e até anões! Vai ter carros de alta cilindrada e vespas a acelerar pelas estradas nacionais deste Portugal com direito a explosões! O rapaz será levado para um armazém escondido onde será torturado! O motivo: não vou contar! Senão depois já ninguém vai querer comprar o livro e eu gostava de vender pelo menos cinco exemplares, sem contar com a minha mãe.

Espero que isto vos deixe alguma água na boca, e ainda mais espero que limpem a boca para não sujarem o teclado. E agora vou almoçar porque isto das segundas-feiras dá uma larica à uma da tarde que nem é tarde nem é cedo para ir trincar uma fatia de pão e um copo de vinho, com moderação porque sou um adulto responsável e tenho de voltar à labuta daqui a pouco. Boa semana para vocês, e para mim!

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