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Está na moda jogar finais

por Marquês, em 22.04.13
Quem toma atenção ao panorama desportivo europeu, leia-se "futebol", já deve ter notado isto: está na moda jogar finais. O Benfica lidera a Primeira Liga Portuguesa, ou Liga Zon Sagres referente ao naming dos patrocinadores, mas deixou de jogar jornadas e passou a jogar "finais".

Ora, se faltam quatro "finais" ao Benfica para ser campeão, se vencer três e perder uma já não é campeão? Quem perde uma final não é campeão. Será que o Benfica consegue perder uma final e ser campeão? Consegue, matematicamente consegue. Coisa estranha.

O ser humano é de modas, de "pancadas". Um café vazio é mau, um café cheio é muito bom, um café com duas pessoas de fato é caro, um café com duas pessoas de gorro é mal frequentado. Se um grande treinador ou jogador diz que os jogos que faltam são finais, deixamos de ter jornadas e passamos a ter finais, que bem lá no fundo não são finais.

Gosto de discursos coerentes, provocatórios, adoro mind games e ironias, não gosto de frases feitas nem que digam o que é bonito, gosto de gente directa e de indirectas. Quem diz que faltam finais devia ser banido das conferências de imprensa, mandem para lá alguém que saiba o que diz. Vitórias morais, perder porque os adversários foram melhores, jogar bem e perder, tudo desculpas, tudo tretas, tudo palavras de quem não sabe dizer nada. Quem diz que os jogos que faltam são finais peca por não saber o que diz. A primeira vez que ouvi esta expressão, há vários anos, achei alguma piada, à segunda vez soou-me mal, a partir daí foi o descalabro. Parecem aquelas frases ditas pelos comentadores que nada comentam. Vamos lá jogar jornadas e eliminatórias que as finais que se aproximam jogam-se em Wembley e em Amesterdão!

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Existe uma linha que separa tudo...

por Marquês, em 20.06.12

Boa pergunta, tenho de admitir. Não passo um dia sem ver esta linha à minha frente. Outdoors, mupis, cartazes, anúncios de tv, anúncios na internet, redes sociais... acho que até já vi esta linha na rádio! Só para verem como já vi esta linha várias vezes e em variados locais e acontecimentos. Chego a não conseguir diferenciar as imagens reais das falsas. Toda a gente inventa uma comparação separada por uma linha, toda a gente! A sério? Ainda por cima é uma linha em cores "bichas", há homossexualidade, que não tenho nada contra, e há "bichice" e "paneleirice", e esta linha é "bicha".

Não obstante, e apesar de as pessoas serem levadas a pensar tal - é de propósito -, nada tenho contra esta linha e até estou aqui para a elogiar. Fazer publicidade a marcas não é do meu estilo mas vou abrir uma excepção. A Íris, ou Fibra da Zon, pode ter ou não mais clientes que a concorrência mas, neste momento, lidera em mediatismo e é uma das "publicidades peste negra virais" do momento (gostam do termo? "Publicidade peste negra", é porreiro, não é? Vou averiguar se já existe, caso contrário, amanhã estou numa universidade chique a dar um seminário sobre "publicidade peste negra"). Na minha singela e inocente (cof cof) opinião, já ninguém suporta os Gato Fedorento nos anúncios da Meo. É sempre igual, não há evolução, não há nada de novo, mas agora surge a Íris e a sua linha "abichanada" com algo de novo. Centenas de imagens circulam pela internet com a linha, na sua maioria são frases forçadas para a brincadeira mas a linha (já disse que é "abichanada"?) está lá e as pessoas associam-na ao produto. Pouco importa se "Existe uma linha que separa o Sporting da Liga dos Campeões" ou "Existe uma linha que separa a nádega esquerda da nádega direita", a questão é: existe uma linha! Uma aposta ganha.

"Publicidade peste negra viral", ou apenas "publicidade peste negra", é uma publicidade em forma de epidemia. Podemos apanhar em casa, na rua, sozinhos ou com outras pessoas - não é sexualmente transmissível, mas aconselho o uso de protecção na mesma! A "publicidade peste negra" começa por inundar mupis ou cartazes ou anúncios de televisão, tentamos resistir mas sucumbimos e somos forçados a ver a publicidade. Uma vez, outra e outra vez, e quando damos por nós - não há saída! Fomos contaminados! Estamos a falar e quando queremos dar um exemplo para expressar uma ideia, pimba, lá vem a "publicidade peste negra"! Não nos larga, consome-nos! Está sempre a surgir-nos à frente, na nossa mente, reparamos que nos apanhou. Tal como a peste negra atacou os nossos antepassados!

Para mais explicações sobre "publicidade peste negra", ou para o caso de pretenderem a fórmula do antídoto, estou disponível para dar palestras, seminários ou participar em congressos. Também animo baptizados, festas de aniversário, casamentos e divórcios (estou a especializar-me nisto, é o negócio do futuro!). Contactos através do blogue, das 10h às 22h, incluindo feriados e fins-de-semana.

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